Secretário diz que não pediu Força Nacional; ministro articula ação integrada

Grella entrou em contato com Cardozo 'para estabelecer uma ação conjunta na região da Fernão Dias', rodovia federal fechada na segunda-feira durante violento protesto

O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2013 | 10h42

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou nesta terça-feira, 29, por meio de nota, que o secretário Fernando Grella Vieira não pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a atuação da Força Nacional de Segurança por causa dos violentos protestos pela morte de um jovem por um policial militar. Os dois sentidos da Rodovia Fernão Dias foram fechados, ônibus e caminhões foram incendiados e 90 pessoas acabaram presas na noite de segunda-feira, 28.

A informação sobre a Força Nacional foi divulgada pela Agência Brasil. Grella entrou em contato com Cardozo "para estabelecer uma ação conjunta na região da rodovia, onde estavam ocorrendo atos de vandalismo", diz a nota da secretaria. "Por ser uma estrada federal, é pertinente que policiais rodoviários federais atuem em conjunto com a Polícia Militar", informa o texto.

Em entrevista à Rádio Estadão, o ministro da Justiça confirmou reunião para unificar a segurança em protestos. "São Paulo é um Estado forte do País, possui um grande contingente policial e não creio que necessite da Força Nacional de Segurança Publica", afirmou o ministro. "Precisamos aprofundar a troca de informações e agir conjuntamente".

 

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