Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo
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Secretário diz que morte de menino no réveillon foi fruto de ‘imbecilidade’

Arthur, de 5 anos, morreu após ser atingido por bala perdida durante a queima de fogos

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 22h16

O secretário de segurança de São Paulo, Mágino Barbosa, afirmou que a morte do menino Arthur na noite de réveillon foi “fruto da imbecilidade”. O menino de cinco anos morreu após ser atingido por uma bala perdida na cabeça durante a queima de fogos, enquanto brincava no quintal de casa.

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“O disparo de arma de fogo é conduta criminosa e pode resultar nisso, que infelizmente aconteceu, ceifar a vida de uma criança, de um menino com um futuro pela frente. Fruto da imbecilidade da ação de alguém que não parou um instante para pensar. Então a nossa obrigação é procurar apurar a responsabilidade desse agente e punir rigorosamente o autor desse fato”, afirmou o secretário, em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, onde o governador anunciou reajuste de 4% para as categorias policiais.

Na quarta-feira, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva do suspeito pelo crime e o homem de 20 anos foi solto. Segundo depoimento, ele assumiu ter efetuado disparos na virada, mas disse que estava em Jardim das Imbuias, a cerca de 30 quilômetros da casa de Arthur, na Vila Andrade.

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A Polícia Civil liberou o preso, mas pediu exame de perícia para verificar se a bala que atingiu a criança partiu da arma do suspeito - que, segundo afirmou aos investigadores, foi comprada em uma feira de rolo. O secretário afirmou nesta quinta-feira que pediu urgência máxima. “Ontem deram uma estimativa de uma semana (para a perícia), mas pedi que eles reduzissem esse prazo e considerassem esse caso prioritário”, disse.

 

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