Secretário diz que houve falha no sistema de freios, mas causa é desconhecida

Segundo Jurandir Fernandes, metrô investiga o que causou problema na frenagem da composição

Gheisa Lessa e Bruno Ribeiro, estadão.com.br

16 de maio de 2012 | 15h25

O secretário dos Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes disse, em coletiva, que o metrô está investigando a causa do acidente que deixou 47 feridos na manhã desta quarta-feira, 16.

De acordo com Fernandes, uma das hipóteses para a colisão dos trens do metrô é falha mecânica no sistema. O secretário também afirmou que umas das linhas de apuração é sobre como os trens estavam sendo operados: manual ou automaticamente.

"O Metrô tem sistema automático e manual. Você pode funcionar de uma forma ou de outra. É isso que queremos saber: estava no manual? Estava no automático? Esse sistema automático funciona há 44 anos. Não tem falhas, ele tem redundância. Se ele não para em um motivo, para em outro."

À rádio EstadãoESPN, Fernandes disse que não havia, até o começo da tarde, "nenhum indício de falha humana" e que houve falha no freio automático, mas a causa desse problema é desconhecida: não se sabe se a falha foi pontual, apenas na composição acidentada, ou do sistema.

Os funcionários do metrô negam que a composição estivesse sendo operada manualmente no momento do acidente.

Sindicato. Uma falha no sistema de freio automático da composição teria causado a colisão entre dois trens da Linha 3-Vermelha do Metrô, na manhã desta quarta-feira, segundo o Sindicato dos Metroviários.

O sistema, ao invés de frear o trem, teria aumentado a velocidade. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino dos Prazeres Melo, toda composição do Metrô conta com um sistema automático que, ao registrar a distancia de 150 metros entre o próximo trem, aciona o freio. Neste caso, conta Melo, o sistema teria acelerado a composição.

O presidente do sindicato afirma ainda que uma colisão maior foi evitada porque, ao notar que o freio automático não foi acionado, o funcionário que operava na condução do Metrô, acionou um freio de emergência. "Esta ação não freou totalmente os vagões, mas teria reduzido consideravelmente a velocidade, diminuindo os danos que a colisão poderia ter causado", diz Melo. 

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