Secretário de SP desmente Pezão e diz que vazão do Jaguari não aumentou

Em nota, a Cesp esclareceu que não houve alteração na operação da Usina Jaguari, que permanece com vazão de 10m³/s

O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2014 | 20h02

Atualizada às 21h41

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), chegou a divulgar nesta sexta-feira, 15, que o governo do Estado de São Paulo havia recuado em sua posição e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) teria aumentado a vazão do reservatório do Rio Jaguari de 10 metros cúbicos por segundo para 30 m³/s, como determinou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O recuo acabou posteriormente negado por Cesp e Estado.

“Hoje, a Cesp liberou a vazão que foi acordada com as agências reguladoras, o sistema elétrico e a (concessionária de energia do Rio) Light. Ninguém quer prejudicar São Paulo, mas os interesses do Rio e de Minas têm de ser colocados na mesa para discussão, para dialogar”, afirmou à tarde. Ele acrescentou que o complexo de represas de Ribeirão das Lajes, que inclui a usina hidrelétrica de Santa Cecília, não oferece apenas energia elétrica, mas integra o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio e da capital. “É fundamental manter a vazão acordada (30 m³/s no reservatório de Jaguari).” 

Após a notícia ganhar repercussão, acabou desmentida pelo governo de São Paulo. “Esclarecemos que não houve alteração na operação da Usina Jaguari, cuja vazão permanece em 10 m³/s, conforme determinação do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e atendendo à Lei Federal 9.433/97 (que dá prioridade à água para consumo humano). O conjunto Jaguari-Paraibuna está atendendo os 90 m³/s necessários”, afirmou a Cesp, em nota oficial.

Antes, Pezão havia destacado que tem conversado constantemente com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e com diretores dos órgãos federais e da Agência Nacional de Águas (ANA). “Nunca conte comigo para fazer ‘bravata’. Não é uma guerra. Temos de seguir as leis, o que a ANA e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinam. No que São Paulo precisar de ajuda, nós vamos ajudar, mas sem prejudicar Minas ou Rio. Ninguém quer prejudicar ninguém. Vivemos um momento difícil, de seca, e precisamos dar as mãos, sentar em uma mesa (para conversar) e chegar a um bom termo.” 

Preservando reservatórios. A ANA prorrogou até 30 de setembro a vazão mínima da barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, em 165 m³/s. Em 17 de julho, a agência reguladora havia autorizado a redução da vazão, que estava em 190 m³/s. 

A prorrogação foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. Segundo a agência, o objetivo é preservar os estoques de água nos reservatórios da bacia do Paraíba do Sul, incluindo as barragens de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. 

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