Secretário ameaça anular contratos de varrição em São Paulo

Kassab e Alexandre de Moraes acompanharam retirada de entulho e criticam ameaça de greve de garis

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo,

11 de setembro de 2009 | 10h50

Kassab e Moraes vistoriam retirada de entulho na Vila Prudente. Foto: José Luis da Conceição/AE

 

Se os garis de São Paulo entrarem em greve - como ameçam fazer na próxima semana - a Prefeitura vai anular os contratos das empresas de varrição. "Qualquer paralisação é conluio, é locaute. Se faltar gari, a empresa tem a obrigação de contratar outros funcionários, isso está previsto no contrato. Anulo (o contrato, em caso de greve), as cinco empresas já foram avisadas", ameaçou o secretário Alexandre de Moraes, que estava ao lado do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Além de secretário de Transportes, Moraes também é resonsável pela Secretaria de Serviços da cidade.

 

O prefeito e o secretário visitaram um ponto de descarte irregular de entulho na Vila Prudente, na zona leste, por volta das 7h30 desta sexta. O corte de verba nos serviços de limpeza já afeta a varrição de bairros nobres da cidade e a coleta de lixo, como mostra reportagem do Estado desta sexta.

 

As empresas reclamam de corte de R$ 53 milhões na verba anual de R$ 300 milhões para o serviço. O prefeito garante que até o final do ano serão investidos R$ 903 milhões em todos os serviços de limpeza, incluindo coleta de rua. "É o mesmo valor do ano passado. Não é preciso mais", argumenta.

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