EDISON TEMOTEO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Secretário acompanhou reconhecimento de PM acusado de chacina

Testemunha apontou o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério como o autor de disparos na Rua Suzano, em Osasco

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 13h31

O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, acompanhou o reconhecimento pessoal do policial militar Fabrício Emmanuel Eleutério, na última terça-feira, 25, no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). 

A principal testemunha da investigação é um homem que sobreviveu ao ataque dos criminosos, que deixou 19 mortos e cinco feridos, em Osasco e Barueri, no dia 13 deste mês. Depois do reconhecimento, o PM teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar.

Segundo a força-tarefa, a testemunha voltava para casa a pé, na rua Suzano, na Vila Menck, em Osasco, quando um carro prata parou do seu lado. O passageiro abriu a janela e atirou várias vezes. O homem foi atingido, mas conseguiu correr. Na fuga, ele ouviu mais disparos, que atingiram a adolescente Letícia Vieira Hillebrand da Silva, de 15 anos, que morreu na madrugada de quinta-feira, após 14 dias internada, e também a amiga dela, que sobreviveu.

O homem foi localizado pela força-tarefa e reconheceu, por foto e pessoalmente, o soldado Eleutério, que cumpria funções administrativas na Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), como o autor dos tiros. O reconhecimento pessoal aconteceu na presença da cúpula do DHPP, promotores de Osasco, representantes da Corregedoria da PM e também do secretário Alexandre de Moraes. 

A testemunha não hesitou em apontar o soldado Eleutério como responsável pelos disparos. Durante o reconhecimento, o homem mostrou os ferimentos dos tiros que marcaram o seu corpo e chegou a conversar por alguns minutos com Moraes.

O reconhecimento serviu como prova principal para o DHPP e a Corregedoria da PM pedirem a prisão do soldado. A Justiça de Osasco negou e decretou sigilo nas investigações. Já a Justiça Militar decretou a prisão preventiva do policial, que está preso no Presídio Militar Romão Gomes.

A principal linha de investigação é que a chacina, considerada a maior da história de São Paulo, foi motivada pelas mortes do PM Avenilson Pereira de Oliveira e do GCM Jeferson Rodrigues da Silva, dias antes dos crimes, durante assaltos.

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