Secretaria não dá prazo para desativação

Ponto de encontro de homossexuais e travestis durante a noite e palco até de sexo ao ar livre, o autorama do Parque do Ibirapuera é alvo constante de reclamações de vizinhos, que ainda denunciam casos de prostituição de menores e tráfico de drogas. A área foi construída para abrigar exames automotivos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), mas hoje fica sem uso durante o dia, ganhando movimento apenas à noite.

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2011 | 03h03

Em agosto deste ano, a administração do parque afirmou que estudava a desativação do autorama por meio de um programa de permeabilização das áreas asfaltadas do parque. A substituição das calçadas internas por grama estava prevista desde o início da construção do Auditório Ibirapuera - concebido por Oscar Niemeyer no projeto inicial do parque -, em 2003. O processo deveria ser concluído pela Prefeitura até o fim do ano, mas até agora não se sabe se o autorama será realmente incluído no pacote.

Questionada, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente não confirmou nem desmentiu a inclusão do local no pacote. A pasta também afirmou que mantém a limpeza e a manutenção da área e que uma base da Guarda Civil Metropolitana fica no local das 19h às 7h. "É um espaço que tem ação intersetorial permanente de todos os órgãos."

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