Secretaria levou 90 moradores de rua para abrigos durante madrugada em SP

Cidade tem cerca de 13 mil pessoas na rua, mas apenas nove mil vagas em Centros de Acolhida

estadão.com.br,

28 de junho de 2011 | 19h35

SÃO PAULO - Na madrugada desta terça-feira, 28, foram abrigados mais 90 moradores em situação de rua, informou a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). Esses 90 moradores foram convencidos pelos agentes em atendimento rotineiro para ir aos Centros de Acolhida, acrescentou a SMAS.

 

Segundo a SMAS ainda restam 680 leitos vagos nos Centros de Acolhida. A Secretaria afirmou também que intensificou o trabalho de abordagem com o intuito de convencer os moradores em situação de rua a aceitarem os serviços da rede de assistência social. Atuam em todas as regiões da cidade 328 educadores sociais e 90 veículos, segundo a SMAS.

 

Em entrevista ao Estado em 18 de maio, a vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Alda Marco Antônio afirmou que nunca são recolhidas "mais de 50 pessoas, nem nas noites mais frias. É uma luta, mas temos de respeitar a vontade delas".

 

O frio fez a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) da Secretaria Municipal de Segurança Urbana decretar estado de atenção às 18h40 novamente nesta terça-feira. Esse estado de atenção já havia sido decretado também na segunda-feira, 27.

 

Operação Baixas Temperaturas. No dia 17 de maio, São Paulo deu início à Operação Baixas Temperaturas, inaugurando dois abrigos para moradores de rua, no Brás e em Ermelino Matarazzo. Apesar do acréscimo de 215 vagas, persiste um déficit de leitos em relação à população de rua da capital: 13 mil pessoas para cerca de 9 mil vagas, distribuídas por 33 unidades. Dessas, 13 são a idosos, crianças e mulheres. Houve aumento de 12,5% no número de atendimentos no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2010.

 

Com Carolina Spillari, Felipe Frazão e William Cardoso.

 

Notícia atualiza às 19h48.

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