Secretaria estuda mudar critérios de distribuição

A pasta alega que os batalhões da PM com maior efetivo da cidade são também aqueles que apresentam maior quantidade de crimes

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

26 Junho 2016 | 03h00

A Secretaria Estadual da Segurança Pública afirma, em nota, que analisa mudanças na forma de distribuir o efetivo policial da capital paulista. “A cidade é um organismo vivo e está em constante evolução, motivo pelo qual foi designado, no último dia 20 de junho, um grupo de trabalho para estudar o aperfeiçoamento dos critérios de distribuição de efetivo entre as unidades da Polícia Militar.” 

A pasta alega que os batalhões da PM com maior efetivo da cidade são também aqueles que apresentam maior quantidade de crimes. Para chegar a essa conclusão, a secretaria usa os números absolutos de policiais e de crimes e não a proporção de crimes por policiais, que mostra quantos delitos cada policial tem de cuidar em sua área.

A distribuição do efetivo, segundo a secretaria, obedece a outras variáveis. “Leva em consideração a população residente, a população flutuante, os indicadores criminais e as peculiaridades de cada região (como a recorrência de manifestações, a existência de presídios, a extensão territorial e a influência da malha rodoviária, entre vários outros)”. Assim, “não são levados em consideração apenas os crimes, muito embora esse seja um critério importante”.

A PM informou que não considera o IDH dos bairros para distribuir o efetivo. “A Polícia Militar esclarece que o desenvolvimento humano não está entre os fatores levados em consideração para o cálculo do efetivo, pois é irrelevante diante da preponderância dos indicadores já mencionados. Os critérios “renda”, “educação” e “saúde” não apresentam ligação imediata com os crimes, apesar de influenciarem possivelmente as causas iniciais da conduta infracional.” A nota diz que “40% dos batalhões com mais efetivo não estão entre os que possuem o maior IDH”. 

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