Secretaria diz aguardar provas de achaques

A divulgação de documentos do Primeiro Comando da Capital (PCC) em poder do Ministério Público Estadual (MPE) provocou mal-estar entre a Secretaria da Segurança Pública e a Promotoria. Segundo documentos divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo, contabilidade feita pelo PCC registraria pagamentos de propina à polícia. A secretaria informou ontem que "estranhou" o fato de os papéis não terem sido encaminhados até agora à Corregedoria da Polícia Civil.

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2012 | 03h02

O Estado procurou o MPE, que informou que "não vai comentar" o caso. Três supostos achaques envolveriam o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo o delegado Nelson Guimarães, diretor do Deic, dois inquéritos "desmontam" as acusações.

Em um dos casos, a apreensão do dinheiro e a prisão de suspeitos foram feitas pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Ele foi em 5 de dezembro de 2009, em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. Ali foram presas Patrícia Ferreira Rosa e Bianca Leal Laureano. Patrícia era mulher de Márcio Vital dos Santos, o Tucano, suspeito de pertencer à facção. Com ela, os policiais da Rota apreenderam R$ 614 mil e papéis de uma contabilidade da facção. Mais tarde, a Rota deteve Bianca com R$ 1 mil e outros documentos - o total apreendido pela PM foi de R$ 615 mil que Tucano teria "perdido para a polícia", segundo documentos do PCC.

Os homens da Rota levaram o material ao Deic. Tucano e o marido de Bianca, Claudeci Alves dos Santos, fugiram. O Deic prendeu as acusadas por ordem do delegado José Nascimento.

Em outra acusação, homens do Deic dizem que a suspeita foi presa com 1,1 kg de cocaína, R$ 10 mil e um carro. Na terceira acusação, os policiais alegam que não conseguiram identificar a vítima chamada pelo PCC de "Maguégui". / M.G. e W.C.

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