Secretaria de Justiça também vai investigar caso de racismo contra criança

Acusado de furto, menino de 10 anos teve que ficar nú em sala de segurança de supermercado na zona leste

Solange Spigliatti, Central de Notícias

01 Fevereiro 2011 | 11h54

SÃO PAULO - A Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo vai investigar o caso de uma criança negra, de 10 anos, que foi vítima de racismo em um supermercado na zona leste de São Paulo, no último dia 13. A Polícia Civil e o Ministério Público também apuram a acusação.

 

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Segundo nota da Secretaria, será aberto uma instauração de procedimento, "considerando que os fatos veiculados pela imprensa caracterizam, em tese, 'ato discriminatório por motivo de raça ou cor'", o que sujeita o infrator a "advertência, multa e até a cassação da licença de funcionamento do estabelecimento".

 

Acusado de furto na saída do Hipermercado Extra da Marginal do Tietê, na Penha, o menino foi levado por três seguranças a uma sala reservada, onde, segundo contou, foi chamado de "negrinho sujo e fedido" e obrigado a tirar a roupa. Ele não havia furtado nada.

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