Secretaria auditou 689 processos com aval de suspeitos

Parte das empresas já teve a fiscalização concluída. Casos de sonegação identificados pela Prefeitura chegaram a R$ 33 milhões

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Desde que a Máfia do Imposto sobre Serviços (ISS) foi descoberta, em outubro do ano passado, 689 empreendimentos imobiliários cuja aprovação passou por um dos fiscais investigados tiveram as avaliações auditadas pela Secretaria Municipal de Finanças. Eram obras que contaram com a emissão da quitação do ISS feita pelos integrantes do grupo. 

Parte das empresas já teve a fiscalização concluída. A Prefeitura identificou casos de sonegação cujos valores, somados, chegaram a R$ 33 milhões. 

Além disso, fiscais realizaram auditorias no IPTU dos imóveis. De 73 vistorias feitas desde outubro do ano passado, 47 apresentavam irregularidades. A atualização cadastral apenas desses imóveis representa um aumento de R$ 728 mil em relação ao orçamento da capital.

No golpe da Máfia, os fiscais calculavam qual era o valor do ISS que deveria ser pago no fim da construção de prédios. Em vez de fazer a cobrança total, eles davam um “desconto” de 50% do preço às empresas, se elas fizessem o pagamento aos fiscais - não à Prefeitura. Desse total, cerca de 10% do valor era efetivamente recolhido aos cofres públicos. O restante era dividido entre os fiscais que faziam parte do esquema e contadores que serviam como intermediários da quadrilha. 

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