Secovi: ajudar investigação é 'questão pessoal'

O presidente do sindicato da habitação (Secovi-SP), Claudio Bernardes, afirmou que a entidade não poderá obrigar as empresas envolvidas na fraude do Imposto sobre Serviços (ISS) a denunciar os fiscais que cobravam propina. "Eles (promotores) pediram para que nós informássemos as empresas para elas denunciarem o esquema, pois se estavam sofrendo achaque estariam sendo vítimas", disse. "Podemos conscientizar as empresas. Nós fizemos isso, mas (dissemos que) não temos o poder de trazer as empresas ao Ministério Público."

Luciano Bottini Filho e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2013 | 02h03

Segundo o Ministério Público, empresas citadas no esquema poderão também responder pelas fraudes, caso fique demonstrado que participavam dos desvios por conveniência. "Eu pessoalmente (como presidente) nunca tive conhecimento de achaques", afirmou Bernardes. Ele diz, porém, que "como empresário" ouviu casos de amigos, sem provas. Para eles, teria aconselhado ir à Justiça. "Essa questão (denunciar) é muito pessoal."

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