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'Se não fizesse o que eles queriam, iam me matar', diz comerciante feita refém

Lucimar Bendo relatou momentos de pânico em sua casa, na zona oeste da capital paulista; ela foi libertada sem ferimentos - 16 suspeitos foram presos

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2016 | 13h59

SÃO PAULO - Feita refém em sua própria casa no Jardim João XXIII, na zona oeste da capital paulista, por criminosos que fugiam de uma perseguição policial, a comerciante Lucimar Bendo, de 54 anos, relatou momentos de pânico na manhã desta sexta-feira, 18. "Eles (bandidos) ameaçavam falando com os policiais: 'Se vocês entrarem, eu mato'", disse.

"Colaram uma arma na minha cabeça e me falaram que, se eu não fizesse o que eles queriam e se os policiais não se afastassem, eles iam me matar. Passa o filme da sua vida na sua cabeça", afirmou Lucimar.

A ação terminou com a libertação da vítima sem ferimentos e 16 suspeitos presos. Dois deles foram baleados, e um terceiro quebrou o tornozelo durante a fuga. Sete armas, sendo seis fuzis, e 11 coletes balísticos foram apreendidos.

Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, os criminosos tentaram assaltar um caixa eletrônico no interior do Shopping Granja Vianna, em Cotia, na Grande São Paulo. Após explodir o equipamento, o grupo fugiu e trocou tiros com policiais militares.

Policiais civis da Delegacia de Investigações sobre Roubo a Banco fizeram um cerco para prender a quadrilha, que era especializada em explosões a caixas eletrônicos e investigada havia três meses. A polícia conseguiu monitorar o grupo e descobriu onde seria o ponto de encontro depois do ataque.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os criminosos foram cercados e fugiram pela Rodovia Raposo Tavares e se refugiaram na residência de Lucimar. 

"Eu acordei porque escutei o barulho. Quando olhei pela janela, vi os policiais correndo. Escutei um barulho muito forte no fundo da minha casa", declarou Lucimar. "Quando fui lá para ver, vi que eles estavam arrombando minha porta. Saí correndo, fechei a porta do quarto, pus o guarda-roupa atrás, fiquei segurando o guarda-roupa, mas não adiantou."

Após entrar no quarto, o grupo rendeu a vítima. "Eles me cataram, mas não fizeram nada, não. Não foi nada de tão ruim, porque eles tentaram me acalmar. Estava com arma apontada na minha cabeça, outros estavam dando tiro (em direção dos policiais)."

O Deic informou que 15 criminosos invadiram e renderam a comerciante. Além deles, foi preso Cléber Alcântara Barros, de 32 anos, dono da mecânica que emprestou o local para a quadrilha e a orientou a invadir a residência de Lucimar. Segundo as investigações, ele sabia quem morava no imóvel e que não haveria resistência.

Um dos suspeitos feridos foi o comerciante Elton Teodoro, de 34 anos, apontado pela polícia como o líder do grupo.

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