'Se PM age de forma correta, não tem de se preocupar'

Segundo a Polícia Militar, são raros os casos em que denunciantes apresentam provas em vídeo para abrir um processo contra um policial. O que mais acontece é de um vídeo ser colocado primeiro na internet e, a partir daí, a PM usá-lo para comprovar algum ato ilícito cometido pelo acusado. "Não é comum esse tipo de material instruir denúncia, mas é meio de prova", diz o porta-voz da Corregedoria da PM, major Levi Félix, destacando que a instituição é legalista, defende os direitos humanos e costuma filmar abordagens e até eventos, como ocorreu durante a Marcha da Maconha, na semana passada.

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2012 | 03h03

Para ele, a população ainda não descobriu o potencial de uma câmera ligada no momento certo. "Esperávamos o aumento do número de denúncias (por causa dos vídeos). O policial sentiria que qualquer desvio seria flagrado. Mas isso ainda não aconteceu."

Comandante do policiamento da capital, o coronel Marcos Roberto Chaves vê de forma positiva a multiplicação dos vídeos. "Podem filmar, não tem problema. Mesmo que editem, se o policial agiu dentro de um padrão correto, ele não terá com o que se preocupar." O coronel diz que usa imagens da Favela Naval e outros vídeos como exemplos do que não deve ser feito. "Pergunto qual a reação dos policiais ao verem as imagens e o que fariam se aqueles cidadãos fossem seus pais ou seus irmãos."/ W.C.

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