'Se falar que é só de madrugada, é mentira'

Os assaltos praticados na Avenida Almirante Delamare assustam os moradores da capital e de São Caetano. Cada um tem uma história de violência que sofreu na via ou, no mínimo, conhece alguém que foi roubado recentemente. No caso do representante comercial Ronny Guimarães, de 46 anos, que também é lider comunitário no bairro que mora, o assalto aconteceu na Sexta-Feira Santa em plena luz do dia, às 13h. "Um rapaz novo de boné pulou na frente do carro e sacou o revólver. Do nada, encostou mais um outro. Levaram celular, rádio, todos os cartões de crédito e débito, carteira de motorista e R$ 200", comenta. "Viram um anel no meu dedo e arrancaram também."

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2013 | 02h02

Assustado, Guimarães diz que não passa mais pela via. "Só de carro blindado. Há três noites que fecho os olhos e vejo a cara de quem me assaltou." Ele relata que, quando foi buscar os cartões novos no banco e a carteira no Detran, anteontem, conheceu mais uma série de pessoas na mesma situação. "Até a moça do banco falou que nos últimos dias só aparece gente lá que foi roubada na Delamare."

Outra moradora da cidade, a aposentada Mauristela Portela, de 72 anos, conta que a filha já foi assaltada. "Foi só parar no farol de vidro aberto que levaram o carro dela."

O presidente da Federação das Sociedades Amigos de Bairros de São Caetano, Airton Lauriano, diz que os assaltos acontecem até na hora de pico da manhã. "Se falar que é só de madrugada é mentira." / N.C

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.