''Se eu visse o bandido, não seria capaz de erguer a mão para ele''

Zélia Ramos Macedo de Paiva

, O Estado de S.Paulo

20 Maio 2011 | 00h00

43 ANOS, MÃE DO ESTUDANTE ASSASSINADO

"Acho que não adianta fazer protesto, porque não vai trazer meu filho de volta. O que precisa é segurança. Quantas vezes fui buscá-lo e não me deixavam entrar lá (na Cidade Universitária)... Então, como esses bandidos saíram? Mas sou contra usar armas, porque só causa violência. Acredito em outros meios.

No momento, não consigo ter nenhum sentimento: nem raiva nem ódio. Se eu visse o bandido agora, não teria reação, não seria capaz de erguer a mão para ele. O que me dói mais é saber que meu filho sofreu com o tiro na cabeça. Só consigo pensar nisso. Eu vi o rosto dele machucado e acho que teve luta corporal.

O Felipe era forte. Já tinha reagido a dois assaltos. Sempre dizia "ninguém vai levar fácil o que é meu". Mas era supertranquilo e caseiro. Nunca dormia antes de me pedir bênção. Ele amava o trabalho e se orgulhava de estudar na USP."

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