Se eu fosse do PT, talvez minha cidade já tivesse sido atendida, diz prefeito de Nova Odessa

Prefeitura aderiu ao programa no prazo inicial e pediu nove médicos, mas não recebeu nenhum

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2013 | 02h01

A paulista Nova Odessa, com 51.887 habitantes, na região de Piracicaba, tem um déficit de pelo menos 15 médicos na rede municipal de saúde e foi considerada prioritária para receber profissionais do Mais Médicos. A prefeitura aderiu ao programa no prazo inicial e pediu nove médicos, mas não recebeu nenhum. "Se eu fosse do PT, talvez minha cidade já tivesse sido atendida", disse o prefeito Benjamin Vieira de Souza (PSDB), após tomar conhecimento do levantamento do Estado.

Souza conta que tem sido cobrado nas ruas por causa da propaganda feita pelo governo federal. Quando a presidente Dilma Rousseff esteve na região, há dez dias, ele conseguiu falar com ela por três minutos e pediu ajuda. "Ela ficou de nos ajudar, mas até agora, nada."

Pernambuco. Defensor da vinda de médicos estrangeiros para trabalhar no País, ainda antes do programa federal, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes (PE), Elias Gomes (PSDB), estranha o fato de não ter conseguido nenhum profissional nesta primeira etapa do Mais Médicos. "Fiquei intrigado ao receber a notícia, mas não caracterizei diferenciação."

Jaboatão tem 89 equipes de unidade da saúde da família. Como dez delas estão sem médico, o município pediu 12 profissionais segundo a secretária municipal de Saúde, Geissyane Vale Paulino. "Foi uma surpresa não termos sido contemplados com nenhum profissional." / JOSÉ MARIA TOMAZELA E ANGELA LACERDA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.