Schoedl reencontra advogado pela 1ª vez após absolvição

Defesa do promotor disse que sabe que ainda não acabou e que Thales Schoedl está cansado e quieto

Luísa Alcalde, Jornal da Tarde

28 de novembro de 2008 | 14h37

O promotor Thales Ferri Schoedl, inocentado na quarta-feira por unanimidade pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça no processo crime que respondia por homicídio contra Diego Mendes Mondanez e por tentativa de homicídio de Felipe Siqueira Cunha de Souza, esteve na quinta-feira, 28, no escritório do advogado dele, Luís Felipe Bretas Marzagão, na região do Ibirapuera, zona sul.   Veja também: Entenda o caso do promotor Thales Schoedl  Todas as notícias sobre o caso     Foi o primeiro encontro dos dois depois do julgamento. Na quarta-feira, depois que o último voto dos 23 desembargadores que acataram a tese de legítima defesa foi pronunciado, cliente e defesa não se viram mais. Thales saiu escoltado da sede do TJ por um esquema de segurança até o carro. O defensor saiu para outro lado para atender jornalistas.   Eles conversaram a portas fechadas sobre os novos passos do caso. "Foi um processo difícil. Uma luta. Não somos ingênuos a ponto de acreditar que acabou", disse o defensor. Ele se refere ao mandado de segurança que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal, em data ainda incerta, que vai definir se o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) tem competência para exonerar um promotor. Thales foi reconduzido ao cargo por liminar do STF e pode ser julgado pelo TJ. Dependendo da decisão do STF, se demitido, Schoedl perde o direito ao foro por prerrogativa de função e pode ser levado a júri popular.   Segundo Marzagão, o promotor está exaurido, quieto, retraído, sem vontade de falar com ninguém. "Ele quer ficar quieto no canto dele. Parece que acabou a bateria." "Achavam que a nossa alegação de legítima defesa fosse coisa de advogado de porta de cadeia. Mas advogado não faz milagre. O resultado vitorioso é o que está nos autos. Temos mérito, evidente, mas não iríamos convencer os mais firmes desembargadores do TJ se eles não tivessem a convicção da legítima defesa, que é clássica", comentou Marzagão, de 29 anos, jovem como o promotor, para quem o caso já é o mais importante da carreira.

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