Schoedl espera decisão sobre julgamento ao lado de advogados

Acusado de matar um jovem em 2004, promotor foi exonerado do cargo e perde direito a foro especial

Laura Diniz, de O Estado de S. Paulo,

20 de agosto de 2008 | 13h25

Thales Ferri Schoedl, ex-promotor de Justiça que matou um jovem a tiros em 2004 em Bertioga, espera a decisão sobre seu julgamento no Tribunal de Justiça. Ao lado dos pais Eurydice Schoedl e Silvio Schoedl, e de seus advogados, Thales aguarda a decisão dos 25 desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.   Veja também: Entenda o caso do promotor Thales Schoedl  A revolta dos familiares dos jovens feridos  Promotor critica a imprensa  Todas as notícias sobre o caso    O julgamento estava marcado para às 13 horas desta quarta-feira, 20, mas até por volta das 13h20 os desembargadores ainda não tinham decidido de ele iria acontecer ou não. Até o momento, outras questões da pauta eram votadas. A sessão pode ser cancelada pois Thales foi exonerado do cargo e perdeu o direito a foro especial.   Na segunda, uma decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) tirou o direito a cargo vitalício do promotor de Justiça. Em junho, o Conselho havia negado o cargo vitalício de Thales, que recorreu da decisão. Na época, ele também foi exonerado do cargo no Ministério Público. Com a decisão desta segunda, Thales perde o direito ao foro privilegiado. Cabe ao Ministério Público de São Paulo editar sua exoneração. Segundo o MP, o órgão aguarda ser informado formalmente sobre a decisão. Mesmo afastado, o promotor continuava recebendo um salário de aproximadamente R$ 10,5 mil.   Thales matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza, também estudante, que na época tinha 20. Segundo o promotor, ele e a namorada estavam saindo de uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, quando um grupo de mais de dez rapazes teria mexido com a moça. Apesar dos vários disparos, Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa.

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