Sargento da PM gravou suspeitos agonizando em abril

Vídeo foi feito após perseguição e tiroteio na Vila Curuçá, na zona leste; imagens apareceram em redes sociais de policiais militares

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2014 | 11h20

 SÃO PAULO - Um sargento do 29º Batalhão de Policiamento Militar Metropolitano (BPMM) é apontado como o responsável pela gravação e divulgação de um vídeo nas redes sociais, em que três suspeitos de roubo que trocaram tiros com PMs aparecem deitados na rua, baleados e agonizando. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira, o policial passa por um conselho disciplinar. "Foi o sargento que fez o vídeo, eu não posso responsabilizar o soldado. Quanto a ação em si, aparentemente ela foi legítima", afirmou Meira. 

O vídeo foi gravado no dia 8 de abril, na Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo. O tiroteio, segundo a polícia, aconteceu durante uma perseguição. Um caminhoneiro procurou a PM dizendo que tinha sido assaltado pelo trio. Os suspeitos perderam o controle do carro, bateram em uma mureta e trocaram tiros com os PMs. Na época, pelo menos 12 policiais militares dos 29º e 48º BPMMs foram ouvidos pela Corregedoria da Polícia Militar. Os dois batalhões participaram da ocorrência. 

Um dos suspeitos que aparece deitado no chão morreu. Apesar da PM já ter identificado o sargento, a investigação da Corregedoria ainda está em andamento. O policial apontado como o autor do vídeo pode ser sofrer penas administrativas e até ser expulso da corporação. Meira afirmou que ainda não é possível dizer qual será o futuro do sargento na corporação. No vídeo era possível ver um calça cinza e um coturno usado pela PM e sons de rádio ao fundo. Além do barulho, é possível ouvir um policial, que diz: "Vai ficar famoso, ladrão, morrendo. O baleado chega a dizer "meus filhos." Depois, outro PM fala: "Vai demorar aí, c., pra morrer". O vídeo foi publicado em uma página do Facebook de policiais militares (o perfil não é o oficial da da corporação).

Tudo o que sabemos sobre:
São PauloViolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.