Sargento da PM é preso acusado de assassinar coronel em 2008

Execução de José Hermínio Rodrigues foi a mais ousada ação de grupo de extermínio formado por PMs que agiam na zona norte de São Paulo

Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2010 | 21h33

SÃO PAULO - O sargento da Polícia Militar André Lelces Pires de Morais Junior foi preso nesta quarta-feira, 20, sob a acusação de ter planejado o assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues. O sargento e o soldado Pascoal dos Santos Lima tiveram a prisão preventiva decretada pela 3ª Auditoria da Justiça Militar depois de terem sido denunciados pelo Ministério Público Estadual - o soldado seria o executor do crime.

 

O assassinato de Hermínio foi a mais ousada ação do grupo de extermínio formado por policiais militares que agia na zona norte de São Paulo. Na época de seu assassinato, o coronel comandava o policiamento na região e se havia transformado em um obstáculo para ação do grupo. Além de chacinas, os policiais estariam envolvidos com a exploração de pontos de venda de drogas e de caça-níqueis.

 

Lelces, segundo as investigações, acreditava que, com a morte do coronel, seria possível ele e seu amigo, Pascoal, retornarem para o 18º Batalhão, d e onde haviam sido afastados. Para tanto, o sargento contava com a ajuda do pai, que é coronel da reserva da PM. O sargento foi levado hoje para o presídio militar Romão Gomes, onde deve aguardar preso o julgamento do caso.

 

Pascoal já estava preso no mesmo lugar porque é acusado de outro homicídio. Hermínio foi assassinado em janeiro de 2008, mas só no mês passado o inquérito policial militar sobre o caso foi concluído pela Corregedoria da Polícia Militar. Como se trata de crime praticado por militar contra militar em função do serviço, a Justiça entendeu que o assassinato do coronel Hermínio é um delito militar.

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