'São uns poucos que incomodam muitos', ressalta arquiteto

Moradores planejam abaixo-assinado; em SP, aparelhos voam a 150 metros, para não afetar a rota dos aviões

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2012 | 03h02

Moradora da Rua Alves Branco, na Lapa, a dona de casa Edna Lopes Martins, de 60 anos, adotou um "hobby" curioso: fotografar helicópteros para tentar provar o incômodo que eles provocam cada vez que sobrevoam sua casa. "É de manhã, de tarde e de noite. Agora mesmo estou aqui falando com você e ó! Ouviu? Tem um passando bem aqui em cima e eu não consigo escutar o que você diz."

Dona Edna é uma das signatárias do abaixo-assinado que a Associação de Moradores da Lapa de Baixo está preparando para entregar diretamente à Abraphe. "Vamos pedir providências urgentes no sentido de diminuir consideravelmente os ruídos na nossa região", diz o presidente da associação, Hotello Telles de Andrade.

Outra associação, a dos Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança (Assambalpa), também faz queixas por causa do barulho dos helicópteros. "Na minha casa tem umas portas de vidro que tremem quando eles passam. Voam muito baixo, muito perto das casas. É terrível para os moradores", diz o arquiteto Roberto Rolnick Cardoso, ex-presidente da Assambalpa e ainda integrante da diretoria. "É só pensar quantas pessoas têm poder aquisitivo para andar de helicóptero nesta cidade. São uns poucos que incomodam muitos." Os helicópteros em São Paulo voam a 500 pés (ou 150 metros). Não podem subir mais por causa do tráfego intenso de aviões.

Acidente. No dia 11, um helicóptero da empresa Go Air caiu na Rua Carijós, na Lapa, matando duas pessoas. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. / N.C.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.