ALEX SILVA/ ESTADÃO
ALEX SILVA/ ESTADÃO

São Paulo teve o 2º maior volume de chuva do ano nesta segunda

Tempestade, que foi mais intensa na zona norte da capital, resultou em alagamentos e provocou a morte de uma pessoa; em 24 horas, a chuva foi de 101,6 mm; maior volume para o mês de dezembro desde 2012, segundo o Inmet

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2019 | 13h50

SÃO PAULO - As fortes chuvas que atingiram São Paulo nesta segunda-feira, 23, matando uma pessoa em alagamento na zona norte, tiveram o segundo maior volume do ano.  Em 24 horas, a chuva, encerrada na manhã desta terça-feira, foi de 101,6 mm. O recorde do ano foi em 5 de julho, com 123,6 mm, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Considerando somente o mês de dezembro, esse é o maior volume desde 2012, quando firam registrados 114,3 mm. O recorde da série histórica, iniciada em 1943, é de 151,8 mm em dezembro de 1988.

Segundo o Inmet, a passagem de uma frente fria pelo leste paulista resultou em “condições meteorológicas severas como chuvas fortes, rajadas de vento, alta incidência de descargas atmosféricas e volumes elevados de precipitação”. 

Na zona Norte, onde foram registrados os volumes mais significativos, o pico se deu entre às 16h e 17h. Ao longo dessa hora caíram 67,6 mm de chuva. Foi justamente neste momento que uma enxurrada invadiu rapidamente a garagem de um prédio na Rua Ezequiel Freire, em Santana. O motorista de aplicativo Jorge Garcia da Costa, de 62 anos, que tinha acabado de deixar passageiros no local, foi surpreendido e levado pela água. 

Ainda de acordo com o Inmet, junto com a precipitação foram registradas rajadas intensas de vento no local, que chegaram a quase 60 km/h. O instituto investiga se neste momento ocorreu um fenômeno conhecido como microburst – ou micro-explosão atmosférica, quando uma ou mais camadas de ar muito resfriado e úmido, em níveis superiores, despenca para a superfície, em uma espécie de “avalanche” de ar.

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