Felipe Rau
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São Paulo terá madrugadas frias e tardes quentes; nevoeiros voltam

Massa de ar seco impede a formação de nuvens carregadas na região; índices de umidades deverão variar entre 30% e 85%

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2015 | 15h59

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo terá tempo estável nos próximos dias, com temperaturas baixas durante as madrugadas e acima da média durante as tardes. As condições devem favorecer o aparecimento de nevoeiros, notados pela população ao longo desta semana. A previsão é do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura, que alerta ainda para os baixos índices de umidade e a necessidade de ingestão de líquidos e cuidados com exercícios nas horas mais quentes do dia.

Segundo o CGE, a situação do tempo é causada por uma massa de ar seco no interior do País. “Aos poucos [a massa] gera um bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens carregadas e a passagem de frentes frias sobre a região”, informou o centro, em nota à imprensa. Na tarde desta quarta-feira, 29, o índice de umidade estavam em 48%. A máxima esperada é de 26ºC e não há expectativa de chuvas.

As condições devem se manter durante a quinta, 30, quando o nevoeiro que a capital notou nos últimos dias deve se repetir. Os termômetros na madrugada atingem os 12ºC. O sol volta a predominar no céu claro com poucas nuvens durante o dia, favorecendo a elevação da temperatura, com máxima de 26ºC e os percentuais de umidade oscilam entre 30% e 85%.

Poluição. As condições do tempo levaram a piora sensível da qualidade do ar na Grande São Paulo, de acordo com dados da Climatempo. Na tarde desta quarta, a qualidade estava moderada em 22 dos 28 locais de medição de nível de poluição espalhados pela cidade. Apenas cinco pontos apresentavam boa qualidade do ar e um local, na Marginal do Tietê, a qualidade foi classificada como ruim.

“A piora da qualidade do ar na Grande São Paulo já vinha sendo esperada por causa da mudança nas condições meteorológicas. A concentração de poluentes aumentou por causa da falta de chuva e do enfraquecimento do vento. A chuva e o vento funcionam como faxineiros do ar. A chuva lava o ar, diminuindo a quantidade de poluentes em suspensão no ar. O vento espalha os poluentes não deixando que se acumulem em grande quantidade num mesmo local”, explicou o órgão.

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