Felipe Cordeiro/Estadão
Felipe Cordeiro/Estadão

São Paulo registra a manhã mais lenta do ano nesta segunda-feira

Às 9h30, havia 181 quilômetros de congestionamento nas vias monitoradas pela CET; acidentes e chuva contribuíram para filas

Raquel Brandão e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

15 Junho 2015 | 11h08

Atualizada às 17h48

SÃO PAULO - A combinação de chuva, acidentes e exesso de veículos, fez a cidade de São Paulo registrar recorde de trânsito durante o pico da manhã, nesta segunda-feira, 15. Às 9h30, a cidade tinha 181 quilômetros de filas nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Trânsito (CET).  De acordo com a Prefeitura, a capital costuma ter máxima de 113 quilômetros no horário e mínima de 78 quilômetros. A segunda e a sexta-feira são os dias em que há menos carros no rodízio municipal. O recorde anterior deste ano era de 22 de abril, quando a cidade registrou 171 quilômetros de lentidão pela manhã. O índice que lidera o ranking da CET também é de 2014: 344 quilômetros no dia 23 de maio, uma sexta-feira.

O maior índice de lentidão pela manhã na história das medições feitas pela CET é do dia 6 de junho do ano passado, quando a capital teve um trânsito de 239 quilômetros. Na época, a cidade enfrentava a paralisação dos transporte sobre trilhos causada pela greve do Metrô, que fez estações e linhas funcionarem parcialmente. 

A chuva desta segunda-feira também prejudicou o transporte público. Segundo o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás tiveram a velocidade prejudicada devido ao clima. O único ramal que funcionou normalmente foi a linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro. 

Acidentes que bloquearam algumas vias contribuíram para o intenso congestionamento, como o caminhão que transportava cimento e tombou no Viaduto Grande São Paulo, entre as zonas sul e leste, às 6h desta segunda-feira, e interditou ao menos duas faixas. Houve  ainda um acidente na Avenida Itaquera, na zona leste, em que um carro bateu em um poste e uma pessoa morreu.

Além disso, desde as 7h10, chove em diversos pontos da cidade e nas rodovias que dão acesso à capital. Até as 10h, a pior via era a pista local da Marginal do Tietê, sentido Rodovia Castelo Branco, com filas de até 11,6 quilômetros entre as Pontes Júlio de Mesquita Neto e Aricanduva. 

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