São Paulo Reclama

CARRO CLONADO

, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

De mãos atadas

Soubemos que o carro de meu pai foi clonado e já recebemos, desde janeiro, oito multas indevidas de São Paulo, Osasco e Praia Grande. Ele recorreu, mas só uma foi arquivada, apesar de termos fotografias provando que são dois carros diferentes. O Detran não toma providências, registramos B.O. e a sugestão que a polícia nos deu foi de vender o carro e passar o problema para a frente! Também podemos entrar com um processo na Justiça, porém não se sabe quanto tempo irá demorar. Continuamos recorrendo das multas, perdendo pontos na carteira e vivendo com medo desses bandidos se envolverem em algum crime ou acidente. Em 2/9, soubemos que o carro clonado fora apreendido em Santo André, mas na 2.ª-feira descobrimos que ele já havia sido "misteriosamente" liberado.

VANESSA PRATA / SÃO PAULO

O Detran informa que não constam registros de bloqueio ou restrições a esse carro. Orienta a leitora a entrar com recurso no órgão autuador, em caso de multas indevidas. Se for indeferido, o condutor poderá pedir a microfilmagem das multas e entrar com outro recurso, desta vez na Junta Administrativa de Recurso de Infração (Jari). Em 2ª instância, o julgamento cabe ao Conselho Estadual de Trânsito. Se a multa questionada foi cometida em São Paulo, deve-se procurar a Jari. Se foi em outro município, o contato deve ser feito com a Jari da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) da cidade.

A Polícia Militar não respondeu.

A leitora diz: Dar a orientação para entrar com recurso só aumenta a burocracia e nada resolve. Já tentamos 9 vezes, em vão.

"MINICRACOLÂNDIA"

Assaltos frequentes

Minha namorada mora na Rua Cavalheiro Frontini, em São João Clímaco, na zona sul. Há cerca de dois meses ônibus e caminhões estão estacionando por toda a extensão dessa rua e ficam ali por várias semanas. Traficantes se aproveitam desse "esconderijo" proporcionado pelos veículos para instalar uma espécie de minicracolândia. O número de assaltos ou de tentativas de roubo aumentou assustadoramente. Minha namorada já teve de sair rapidamente com o carro três vezes e eu, em duas, para evitar um assalto. Entramos em contato com a Polícia Militar (PM), mas a instituição não consegue encontrar esses marginais, só os usuários de drogas, que, pela lei, não estão cometendo crime algum. Um policial sugeriu para procurarmos a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Mas a companhia de tráfego nada pode fazer, pois o estacionamento não é proibido. Por sua vez, a CET sugeriu que procurássemos a Prefeitura. A resposta dada é sempre a mesma: "Vamos enviar um técnico ao local e avaliar o que podemos fazer". Esse técnico nunca veio e a situação piora a cada dia. Os moradores têm medo de sair de casa após anoitecer, pois sempre há uma roda de pessoas fumando crack, e elas são violentas. Outro dia, só porque olhei para um indivíduo que se drogava, ele colocou fogo num sofá abandonado - pondo em risco ônibus e caminhões que estavam estacionados. Chamei a PM e registrei um Boletim de Ocorrência, mas nada foi feito.

THIAGO SCHADECK FERNANDES / SÃO PAULO

A Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar não responderam.

O leitor revela: Recebi o contato de capitães da Polícia Militar que cuidam da região do Ipiranga e do Sacomã. Eles garantiram que haveria um efetivo maior da PM nessa região - e a promessa foi cumprida. Entretanto, o problema com os ônibus e caminhões ainda persiste. A única diferença agora é que os usuários passaram a se reunir de madrugada.

SERVIÇOS SUCATEADOS

Falhas dos Correios

Atrasos constantes e perda de documentos são casos frequentes nos Correios nos últimos três anos. Quase que semanalmente envio para o exterior documentos. A ECT não permite que os documentos sejam segurados, a menos que você os envie como mercadoria - dobrando o valor. Quando são perdidos, o ressarcimento não cobre os custos de emissão desses documentos. Minha última queixa é de um documento enviado em 4/7 aos Estados Unidos que até agora não chegou.

ANA DORA PARTOS / SÃO PAULO

Os Correios esclarecem que, por causa de uma falha operacional na Administração Postal dos Estados Unidos, o objeto não foi entregue. Responde que, por isso, providencia a devolução das taxas postais à cliente.

A leitora desabafa: Em 26/8, devolveram o documento sem nenhum carimbo de devolução por parte dos correios do país destinatário - o que significa que ele nem saiu do Brasil. Constatei isso pelo serviço de tracking do correio americano!

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