São Paulo Reclama

CENTROS DE ESPECIALIDADE DE SANTO ANDRÉ

, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

Falta de bom senso

É um absurdo o que ocorre na distribuição de remédios controlados em Santo André. Os experts da Secretaria da Saúde dividiram a cidade em três áreas, levando em consideração apenas a posição geográfica. Esqueceram-se de que nem todos dispõem de veículo próprio. Por exemplo, moro na Vila Progresso e tenho de retirar os medicamentos no Centro de Especialidade Vila Vitória. Para chegar ao destino, preciso utilizar duas conduções e tenho de pagar duas passagens só na ida. A Vila Vitória é mais perto do bairro onde eu resido, pois fica a cerca de 3 quilômetros de distância. Mas, logisticamente, o percurso aumenta para cerca de 7 quilômetros - distância maior do que eu levo para chegar ao Centro de Especialidade Ramiro Colleoni. Em 23/8, fui buscar os remédios e soube que só os moradores de meu bairro têm de retirá-los nesse local. Já que temos dificuldades para chegar nesse centro usando transporte coletivo, sugiro que a Secretaria de Saúde tenha o bom senso de avaliar a situação daqueles que precisam usar coletivos e libere os ambulatórios conforme a facilidade de acesso das pessoas. Outra alternativa seria o prefeito adotar o Bilhete Único.

IVAN MACIEL VIANA / SANTO ANDRÉ

A Secretaria da Saúde de Santo André responde que entrou em contato com o morador sr. Viana para informá-lo de que ele poderá retirar seus medicamentos no Centro de Especialidade I (Ramiro Colleoni).

O leitor revela: A secretaria entrou em contato comigo informando que recebeu novas instruções para a retirada de medicamentos e disse que não criará mais dificuldades. Só espero que realmente cumpra o que prometeu.

CRECHE NO ESCURO

Furtos de fiação elétrica

Por duas vezes, em menos de 40 dias, o Centro Social Comunitário Jardim Primavera - CEI Leila Atlas teve toda a fiação elétrica furtada, deixando 200 crianças na faixa etária de 0 a 3 anos no escuro e sem atendimento. O primeiro furto ocorreu no dia 14/7 e foi feito Boletim de Ocorrência no 48.º Distrito Policial (DP) Cidade Dutra. O segundo foi em 18/8. Fico indignada, pois estão roubando fios da parte elétrica para vender o cobre a R$ 12 o quilo, e o prejuízo financeiro é superior a R$ 4.500. A creche é conveniada com a Prefeitura, que não envia verba capaz de cobrir todas as despesas.

NAJARA MARQUES / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação da Capela do Socorro informa que o CEI Leila Atlas é conveniado dela. Como funciona em prédio próprio, é facultado à unidade ter vigia em seu quadro de recursos humanos, conforme artigo 15 da Portaria nº 3.447/2011, que determina que "o quadro de Recursos Humanos deverá ser organizado de modo a assegurar o atendimento pedagógico e administrativo durante todo o período de funcionamento do (a) CEI/Creche".

A Polícia Militar responde que, conforme descrito, a ocorrência foi registrada no 48º DP e compete à Polícia Civil a parte investigativa para que a lei seja cumprida. O patrulhamento preventivo é realizado na região por meio dos programas de policiamento.

A Polícia Civil não respondeu.

A leitora alerta: Peço a atenção de todos para o que está acontecendo na cidade. A cada dia aumenta a violência. O que nos resta fazer além de rezar?

INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

Onde, afinal, está a CET?

Moro na Rua Molière, na zona sul. Há uma escola ao lado de meu prédio, de duas unidades, uma em frente à outra. Apesar de o estacionamento ser proibido, é comum encontrarmos carros parados ali. Nos horários de pico há veículos na contramão e em fila dupla. É muito ruim chegar ou sair de casa, como também trafegar pela rua nos horários de entrada e saída das aulas.

ANTONIO C. D. TEIXEIRA FILHO / SÃO PAULO

A CET esclarece que a Rua Molière é diariamente percorrida por viaturas, que têm como atividade a remoção de interferências e a fiscalização de infrações de trânsito, buscando coibir abusos e eventuais irregularidades. Entre os dias 1º/6 e 31/8 foram efetuadas 60 autuações e 90 remoções de veículos por estacionamento irregular na referida via. As fiscalizações continuarão a ser realizadas e as irregularidades podem ser relatadas pelo 1188, para acionar os operadores de trânsito ao local.

O leitor diz: Nos 15 anos em que moro nessa rua, vi agentes da CET não mais de 5 vezes. Fico espantado com esse número de autuações, dado o estado do trânsito local. A sugestão de utilizar o telefone é inócua, uma vez que o atendente se limita a anotar o que é dito, quando o faz, sem nem sequer acionar algum agente.

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