São Paulo Reclama

Faltam especialistas

, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2011 | 00h00

Minha amiga faz hemodiálise há 8 anos. Em julho, suas fístulas (por onde é realizada a limpeza do sangue) incharam, inviabilizando o tratamento. Ela foi internada no Hospital do Rim e Hipertensão, tomou antibióticos e passou por cirurgia. Até que as suas veias cicatrizem, ela terá de fazer hemodiálise por um cateter no peito. Caso houvesse um especialista vascular, o problema seria resolvido com cateterismo, sem gastos com hospitalização, antibióticos nem desgastes físico e psicológico.

THEREZA C. W. CABRAL / SÃO PAULO

A Diretoria do Hospital do Rim e Hipertensão explica que modalidades de terapia substitutiva da função renal são de alta complexidade. Na hemodiálise, o paciente tem de manter disponível o acesso vascular (vaso onde o sangue é aspirado para a máquina e retorna ao paciente após a retirada das substâncias tóxicas). Por causa de outras patologias associadas à doença, muitas vezes há dificuldade para acessar a fístula arteriovenosa. Um risco enfrentado é a infecção do local e, para não se tornar infecção generalizada, são usados antibióticos. A alternativa é usar cateteres, de difícil manuseio. Os profissionais da equipe de cirurgia vascular anterior, por motivos pessoais, deixaram a instituição, que enfrenta dificuldades para substituí-los, por causa da falta de profissionais treinados no mercado. Mas, mesmo com uma equipe provisória, em nenhum momento os pacientes deixaram de ser atendidos, até mesmo com apoio de instituições parceiras.

A leitora analisa: Entendo as dificuldades enfrentadas pelo hospital, mas os governantes têm de oferecer um serviço decente à população. O caso de minha amiga é exemplar para mostrar a falta de estrutura na área da saúde.

PONTO DE ÔNIBUS

Travessia perigosa

Em março entrei em contato pelo site da SPTrans solicitando a alteração de itinerário da Linha 975 A - Ana Rosa /Vila Brasilândia, mas até hoje não obtive retorno. O site só informa que a solicitação está "em andamento". Moro na zona norte, perto da Ponte do Limão e estudo na PUC, em Perdizes, à noite. Para ir, os ônibus dessa linha estão sempre lotados. Para retornar, por volta das 23 horas, o problema é que a parada fica na alça de acesso para a Marginal do Tietê, um local perigoso, que não oferece a menor condição para a travessia de pedestres. Outras linhas que param nesse ponto, as mesmas que passam pela Avenida Ordem e Progresso, sentido centro, no retorno não atendem às necessidades dos moradores da região, pois também só oferecem esse ponto de parada na região aos usuários. Vale lembrar que, no quarteirão localizado atrás do Corpo de Bombeiros, há 3 condomínios residenciais, um deles com 11 torres. Ora, todos esses ônibus poderiam voltar pelo mesmo caminho da ida, ou seja, seguir direto pela Ponte do Limão, acessar a Avenida Ordem e Progresso, contornar a praça, e seguir no sentido Engenheiro Caetano Alvares, onde ele poderia voltar para a Marginal do Tietê e seguir seu caminho rumo à Brasilândia. É apenas uma questão de adaptação para favorecer cada vez mais os usuários e preservar suas vidas. Essa mudança diminuiria a distância a ser percorrida num horário que não é seguro e ainda evitaria possíveis acidentes com pedestres.

MARIA FERNANDA FURQUIM / SÃO PAULO

A SPTrans informa que realizará uma pesquisa de origem e destino para subsidiar o estudo da possível alteração do itinerário da Linha 975A-10 Ana Rosa/Vila Brasilândia, a fim de evitar desentendimentos. Após a pesquisa, será possível fazer as alterações de itinerário, sem deixar de atender os usuários habituais da linha.

A leitora desabafa: O problema é ter de descer praticamente na Marginal do Tietê. Lá é perigoso caminhar, pois temos de andar pelas grades de proteção da alça de acesso.

REGRAS DE TRÂNSITO

Ciclistas na cidade

Por onde os ciclistas devem atravessar as vias públicas? Eles são pedestres ou veículos?

MARIA LUCIA SÁ P. E SILVA / SÃO PAULO

A CET responde que os ciclistas não são pedestres nem veículos.Eles são condutores de veículos de duas rodas, não motorizados e movidos à propulsão humana. Eles devem atravessar as vias públicas pelas faixas de travessia de ciclistas (cruzamento rodocicloviário), podendo, nesse caso, atravessar montado. Porém, quando não houver faixa de travessia de ciclistas, pode-se atravessar pelas faixas comuns de travessia de pedestres desde que o faça desmontado, pois assim o ciclista se equipara a um transeunte. Quando não houver faixa de travessia de ciclistas nem de pedestres, ou caso o ciclista não queira desmontar para atravessar pela faixa de segurança, deverá atravessar o cruzamento como um veículo, no alinhamento dos bordos da pista, onde deve circular, caso não haja ciclovia ou ciclofaixa disponível.

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