São Paulo Reclama

RUAS DO BUTANTÃ FICAM 8 DIAS NO ESCURO

, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

Iluminação pública

Para solicitar reparos na iluminação pública, a Prefeitura só oferece ao cidadão o telefone 0800 do Departamento de Iluminação Pública (Ilume). Desde o dia 8/8 pelo menos 4 ruas do conjunto residencial Inocoop Butantã está sem iluminação. Já fiz várias ligações ao Ilume, que prometeu resolver o problema em até 4 dias. Mas até o dia 15 /8 não houve a troca das lâmpadas. Ao ligar, a atendente fornece mais um número do chamado e pede para eu aguardar por mais 4 dias. A quem recorrer? Como ficará o reembolso dos valores pagos referentes à iluminação pública?

MIGUEL LOZZARDO JUNIOR / SÃO PAULO

A Secretaria de Serviços, por meio do Ilume, informa que já realizou os devidos reparos na rua citada. Uma equipe de manutenção compareceu ao local no dia 16/8, substituiu uma lâmpada e rearmou a proteção da rede, normalizando a situação da via. O reparo foi confirmado pelo leitor. Explica que a falha da rede em curto não é facilmente detectada, pois quando isso ocorre a chave que aciona o circuito é desligada e os técnicos a religam, caracterizando a manutenção como rearme de proteção, porém, após algum tempo há o aquecimento dos cabos e a chave volta a desarmar apagando as lâmpadas, o que demanda um tempo maior solucionar o problema.

O leitor critica: O problema foi resolvido, mas totalmente fora do prazo. No meu bairro, alguns pontos só foram normalizados no dia 18/8. Em 22/8, uma funcionária do SAC do Ilume prometeu verificar por que o atendimento demorou tanto, mas não se referiu a nenhum dos problemas apontados pela secretaria na resposta.

PERIGO COM OBRA

Pedestre sem segurança

É lamentável o descaso da Prefeitura de São Paulo com o bem-estar público. Dia 5/7 teve início uma obra na calçada da Rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi, na altura do número 72. Não há o menor respeito com os pedestres, porque não há calçada e as pessoas são obrigadas a dividir o espaço com os ônibus e carros. Acho inadmissível realizar obras numa rua de intenso movimento de pedestres e carros, sem que haja preocupação com a segurança da população.

LAURO PINTO HAYTZMANN / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Pinheiros esclarece que a calçada da Rua Joaquim Floriano está passando por obras de revitalização em toda a sua extensão, que visa a melhorar a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. A obra tem duração prevista de 120 dias e a subprefeitura informa que já está sinalizando devidamente a via para oferecer mais segurança aos moradores, comerciantes e transeuntes.

"LIMPEZA" URBANA

Com corte de árvores

Gostaria de registrar a minha indignação. Caminhando pela marginal da cidade de Itapetininga, (a 190 km da capital), em sentido à Vila Rio Branco, observo que a cada dia mais e mais árvores são cortadas e que há lixo por todo o percurso do rio. Onde antes só existiam árvores e vegetação, há agora um vazio que permite ver casas, varais, quintais e lixo sendo despejado desses locais no rio. Para piorar, fazem queimadas das árvores, do mato e dos troncos que restaram. Esse desmatamento também ocorre em outros locais da cidade. Árvores frondosas são cortadas pela prefeitura com a justificativa de que estão danificando as calçadas e com a promessa de que outras serão plantadas no lugar, o que nunca é feito. Na Rua Doutor João Batista Lobato, no centro da cidade, havia um extenso canteiro central com árvores frondosas e todas foram derrubadas sem justificativa alguma. No dia seguinte, uma jovem solitária protestou com um cartaz que dizia: "Aqui existia uma vida". Foi a única a reclamar publicamente, outras pessoas apenas lamentam o fato, mas não fazem nada ou não sabem o que fazer. Quanto mais se discute a necessidade de preservar o meio ambiente, mais atitudes contrárias são tomadas em minha cidade.

GUARACIRA DE C. RODRIGUES / ITAPETININGA

A Ouvidoria da Cetesb informa que a responsabilidade pela limpeza pública e pelas autorizações para supressão de vegetação (no caso corte de árvores) em área urbana é de responsabilidade da prefeitura municipal local.

A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Itapetininga não respondeu.

A leitora lamenta: A sujeira nas margens do rio só aumenta, assim como o desmatamento da vegetação local e o corte de árvores. A cidade está a cada dia mais degradada, sem verde. No canteiro central da Rua Doutor João Batista Lobato, que ocupa uns 10 quarteirões, foi plantada uma única palmeira e há uma placa indicando "revitalização".

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