São Paulo Reclama

Carro com placa clonada

, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

As fraudes e os problemas ocorridos nos Detrans de nosso país já são conhecidos por muitos cidadãos. Meu marido e eu moramos em São Paulo e o nosso carro, com a chapa dessa cidade, foi clonado no Rio de Janeiro. Quando recebemos a primeira multa, entramos com recurso. Procuramos o Detran-SP, que nos orientou a entrar com processo administrativo até que o problema fosse resolvido no Rio de Janeiro. Mesmo com a pretensão de vender o carro, bloqueamos o veículo para tentar resolver a situação. Um ano se passou e as multas continuam a chegar, pois o Detran-RJ parou de aceitar os recursos, já que o departamento não entende que o carro tenha sido clonado. Para piorar, se todas as multas não forem pagas, não podemos fazer o licenciamento do automóvel. Mas não aceitamos pagar por algo que não é devido. Novamente, procuramos o Detran-SP, que nos disse que nada poderia fazer e que, por experiência, dificilmente o carro clonado seria autuado no Rio de Janeiro. A única solução seria entrar na Justiça para trocar a placa, já que o próprio Detran não possui autonomia para tal. Procuramos o Tribunal de Pequenas Causas, mas fomos informados de que ele não pode processar o Estado. O que nos resta? Um advogado nos informou que, se o processo for apenas para trocar a placa, não teremos complicações. Mas, se incluirmos as custas processuais, o processo correrá na Justiça por anos!

SILVIA R. V. CORREIA / SÃO PAULO

O Detran não respondeu.

A leitora informa: O problema não foi resolvido. Ao contrário, recebemos mais uma multa indevida.

PEDESTRE

Atropelamento e morte

O acidente que levou à morte uma professora em Santa Cecília, na esquina da Alameda Barros com a Rua São Vicente de Paulo, em 13/8, poderia ter sido evitado. Moro exatamente no local do acidente e posso dizer que trafegar pela Rua São Vicente de Paulo está se tornando um verdadeiro caos. A rua - entre a Avenida São João e a Alameda Barros - tem duplo sentido, é estreita e o estacionamento é permitido nos dois lados da via. Para piorar, a rua é muito escura e há um estacionamento de ambulâncias. Ademais, o referido trecho é uma boa saída para quem trafega da Avenida São João em direção à Higienópolis. Muitos motoristas e motociclistas trafegam por essa rua em alta velocidade. Algo precisa ser feito .

FRANCISCO ANTONIO BIANCO NETO / SÃO PAULO

A CET informa que o cruzamento da Alameda Barros com a Rua São Vicente de Paulo já é sinalizado com semáforo do tipo amarelo piscante, com sua sinalização vertical complementar (Pare e Cruze com cuidado), além de faixas para travessia de pedestres, legenda "Pare" e canalização de solo em bom estado de conservação e visibilidade. A CET vem fazendo pesquisas de volumes veiculares e de pedestres para verificar a necessidade de instalação de um semáforo convencional.

O leitor analisa: O problema não foi totalmente resolvido. Por todas as questões que eu levantei, a sinalização já existente não resolve o problema maior, que é o intenso trânsito naquele específico trecho da Rua São Vicente de Paulo, que merece atenção especial e uma única mão de direção. Mesmo com a alegada sinalização, o pedestre não tem segurança para atravessar a rua.

2 HORAS DE SOFRIMENTO

Indignação de um pai

Estou indignado com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Minha filha, de 32 anos, é portadora da Síndrome de Prader Willi. Ela tem deficiência mental e é obesa por causa da síndrome. Em 19/7, por volta das 11 horas, ela sofreu uma convulsão, caiu na calçada e dizia estar sentindo uma dor aguda e insuportável nas costas ao menor movimento até dos braços. Após inúmeras ligações ao Samu, por pessoas que passavam pelo local, chegou uma viatura da Polícia Militar. Os policiais foram ótimos e ligaram para o Samu e para o Corpo de Bombeiros. Mas os bombeiros só chegaram às 13h15, mais de 2 horas depois, e, com a viatura de resgate, levaram-na para o Hospital Villa-Lobos. Se minha filha dependesse apenas do atendimento de urgência do Samu, teria perecido na calçada.

ORLANDO RAYMUNDO SOBRINHO / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) não respondeu.

O leitor revela: Recebi um telefonema da Secretaria da Saúde perguntando quantas vezes ligamos para o Samu e os horários dos acontecimentos. A Secretaria disse que responderia, mas até agora não o fez.

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