São Paulo Reclama

Dois pesos, duas medidas

, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Fiquei indignada com a notícia que li no Estadão, em 6/8, de que o ministro da saúde está preocupado e pedindo que o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória que eleva a tributação do cigarro (Padilha cobra Congresso por aumento do cigarro, A24). Ora, faz-me rir. Desde 25/2 aguardo uma consulta com um oftalmologista do SUS. Isso porque, em janeiro, eu tive de passar em consulta com um clínico-geral para que ele me encaminhasse a um especialista. Não sou fumante, mas questiono se o senhor ministro Alexandre Padilha não tem mais nada com o que se preocupar. Será que o INSS, o SUS e os Atendimentos Médicos Ambulatoriais (AMAs) cheios de brasileiros morrendo já não dão trabalho suficiente para ele? Quem sabe, com o aumento do valor dos cigarros, ele poderá comprar um cão-guia ou uma bengala para me presentear! Pois, já estarei cega quando conseguir passar por essa consulta!

NEIDE VALLINE CORREIA / SÃO PAULO

O Ministério da Saúde responde que a medida que prevê aumento na taxação dos preços do cigarro representa, para a saúde pública, avanço no combate ao tabagismo. Explica que o aumento do preço do cigarro contribui para prevenir a iniciação ao tabagismo e tem se mostrado uma medida efetiva em países que já a adotaram. Salienta que o tabagismo é um dos principais fatores para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer, as doenças respiratórias crônicas e o enfarto, que, juntos, são responsáveis por quase 70% das mortes no País. Ressalta que a participação do tabagismo na mortalidade por essas doenças no Brasil está acima da média mundial.

A leitora informa que ainda aguarda pela consulta médica.

ACIDENTES CONSTANTES

Falta de segurança

Moro no bairro São Lucas e, como se não bastasse a Prefeitura abandonar a obra de canalização do córrego, agora a Subprefeitura da Vila Prudente/Sapopemba retirou as lombadas da Rua Pacari da Mata. O resultado é que os veículos passam em alta velocidade e há até quem circule empinando a moto. Registrei queixa na CET, mas, quando faço uma consulta, ela está sempre "em análise". Para retirar uma lombada irregular levam uns 30 minutos. Quantos anos precisam para refazer as lombadas tão necessárias?

JEFFERSON DA SILVA / SÃO PAULO

A CET informa que irá reconfigurar duas lombadas na Rua Pacari da Mata e adequar as sinalizações vertical e horizontal desse tipo

de dispositivo. Explica que essa rua é uma via local, residencial, plana e com baixo fluxo veicular.

O leitor discorda: Neste domingo, 14/8, por exemplo, houve um acidente com vítima, por causa da alta velocidade.

MORADORA INDIGNADA

Tráfego intenso e barulho

Solicito ajuda na questão do excesso de veículos na Rua Antônio de Macedo Soares, no bairro Campo Belo. A rua agora fica constantemente congestionada, pois os carros, vindo de Moema, atravessam pelo bairro e vão em direção ao Brooklin e à Vila Mascote para fugir da fiscalização do rodízio. Eles evitam passar pelas Avenidas Vereador José Diniz, Rubem Berta, 23 de Maio, Água Espraiada e Cupecê (Vicente Rao). Nós, moradores, pagamos um imposto alto e a rua foi transformada em avenida, sendo somente uma rua de bairro. Solicitei medidas urgentes dos órgãos competentes, mas até o momento nada foi feito nem houve fiscalização da CET para inibir o trânsito de ônibus clandestinos, peruas, etc. A rua não suporta excesso de veículos de passagem. Os carros não respeitam nada, não é mais possível andar pelo bairro a pé com tranquilidade.

LUCIA RAPHAEL / SÃO PAULO

O Departamento de Imprensa da esclarece que as Avenidas Vereador José Diniz, Cupecê, Vicente Rao e Jornalista Roberto Marinho (antiga Av. Água Espraiada) estão fora da área de abrangência da Operação Horário de Pico (o Rodízio Municipal de Veículos). Já o trânsito intenso na Rua Antônio de Macedo Soares, onde mora a leitora, se deve ao fato de essa rua não ser uma simples via local, "de bairro" como imagina a sra. Lúcia. Como continuação da Alameda dos Maracatins, a Antônio de Macedo Soares é uma via importante, sendo frequentemente usada como alternativa ao trânsito muitas vezes carregado da Avenida Vereador José Diniz e recebendo também diversas linhas de transporte coletivo urbano. Por isso, ante a realidade que temos hoje, a restrição à circulação veicular nessa via não é possível.

A leitora discorda: É um desrespeito à cidadã que mora aqui há 40 anos e nunca viu tamanho absurdo. Peço a distribuição dos veículos para as demais ruas, pois, no que me consta, aqui ainda persiste área zona 1. Peço para a CET rever e analisar essa resposta irresponsável.

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