São Paulo Reclama

GOL - "VOO DA FOME"

, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2011 | 00h00

Problema de logística?

Em 16/7 viajei de São Paulo para Campo Grande pela GOL. Durante a decolagem, já correndo na pista para pegar velocidade de voo, a porta apresentou sinais de abertura e a decolagem foi abortada. Retornamos ao pátio e ficamos esperando o reparo da porta dentro do avião. Decolamos com mais de uma hora de atraso, quando já deveríamos estar chegando ao destino. Durante o voo, fomos informados de que nada seria servido gratuitamente e que qualquer consumo deveria ser pago, de acordo com os valores expressos no cardápio. Como o voo atrasara, resolvi comprar algo. Porém, no assento da fileira 7, os itens comestíveis já tinham acabado e o restante dos passageiros, mesmo pagando, não tinham mais o que escolher. A comissária de bordo alegou que houvera erro de logística. Na verdade, o erro foi meu por ter optado por uma companhia tão desorganizada como a GOL.

PAULO QUEIROZ NETO / SÃO PAULO

A GOL confirma que o voo sofreu atraso por causa da necessidade de realização de uma manutenção não programada na aeronave. Contudo, a companhia apura internamente o relato do cliente em relação ao serviço de bordo. O padrão da empresa é, mesmo para voos em que a venda a bordo está disponível, oferecer aos clientes a opção-padrão, com produtos gratuitos. Se por algum motivo o procedimento não ocorreu como deveria, a GOL tomará as providências cabíveis.

O leitor alerta: Entrei em contato com o atendimento para confirmar o fim das apurações internas sobre o "voo da fome", mas os atendentes não tinham como informar o resultado do caso, pois desconheciam a reclamação encaminhada pelo jornal.

TAM RECONHECE ERRO

Mas não reembolsa leitor

Em 1.º/7 meu voo com destino a Montevidéu foi cancelado e, desde então, tento obter com a TAM o reembolso de 3 bilhetes. O voo partiria de Londrina para Porto Alegre e então seguiria para Montevidéu. Segundo a loja TAM, o processo de reembolso teve início em 5/7. Desde então, mantenho contato com o atendimento da TAM, que responde não ter recebido retorno do departamento financeiro. Em 13/7 recebi o reembolso, mas com o valor errado. O departamento financeiro entendeu que o reembolso seria somente sobre o trecho Montevidéu/Porto Alegre. A loja TAM, em Porto Alegre, em vez de providenciar a reacomodação dos três passageiros, considerou essa operação como trecho voado, tanto a nossa ida de Londrina/Porto Alegre como a volta. Com isso, houve diferença no valor, sendo reembolsados R$ 854 quando o correto seriam R$ 2.746. Fui informado de que a empresa reconhecera o erro, mas o departamento financeiro não passa nenhum posicionamento sobre o reembolso ao Fale com o Presidente.

RICARDO ARMANDO CORREA / SÃO PAULO

A TAM, por meio do Fale com o Presidente, informa que entrou em contato por e-mail com o

sr. Correa para informá-lo de que foi providenciado, no dia 1º/8, o reembolso do valor restante. O valor estará disponível na fatura do cliente em data posterior a esta. A empresa esclarece que a etapa Porto Alegre/Montevidéu da viagem do sr. Correa foi cancelada por causa das condições meteorológicas adversas. Na ocasião relatada, a equipe reconduziu o passageiro para o aeroporto de origem, em Londrina, e providenciou o reembolso de seu bilhete e de seus acompanhantes.

O leitor discorda: Se o fato fosse simples, não teria recorrido ao jornal. Só depois de meu contato com o Grupo Estado a TAM se manifestou, alegando ter efetuado o reembolso dos valores restantes em 1.º/8. Não confirmo, pois até o dia 5/8 não constava o valor na fatura do meu cartão.

TERMINAL TIETÊ

Restrição ao uso de carrinho

Após 5 horas de viagem, minha filha, minha neta e eu chegamos ao Terminal Rodoviário Tietê, às 23h30. Após o desembarque na plataforma, pegamos um carrinho disponível para levar a bagagem até a saída do terminal. Mas, ao percorrer uns 50 metros, perto das escadas rolantes, fomos informados de que o trajeto permitido com o carrinho acabava ali. Portanto, para seguir, a única opção era ou levar a bagagem nas costas, por não haver naquele momento outro meio disponível, ou apelar ao que lá chamam de serviço do "mensageiro". Ao perguntar sobre o valor do trajeto até os táxis, soube que sairia R$ 4 por volume transportado. Pela quantidade de objetos que levávamos, teríamos de desembolsar R$ 52. Será que é por essa razão que o terminal restringe a utilização dos carrinhos?

ANGELO TONELLI / SÃO PAULO

A Socicam não respondeu.

O leitor relata: Não obtive nenhuma explicação sobre isso.

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