São Paulo Reclama

Conserta, quebra e remenda

, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

Acho interessante uma matéria sobre os vários setores de serviços que não se integram. Há um setor da Prefeitura que tapa-buraco, outro dá uma raspadinha para que o piche cole, passa uma camada de asfalto sem, no entanto, levantar as tampas das galerias de serviço da Sabesp, deixando buracos ou desníveis consideráveis. Essa mão de piche tem duração pequena e, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, por exemplo, logo o peso dos ônibus cria ondulações enormes. As Alamedas Joaquim Eugênio de Lima e Campinas são outros locais com vários desníveis nas tampas. Será que não poderia haver uma sequência lógica no serviço? Será que não daria para verificar o que pode ser feito para que o serviço seja completo e competente?

JAQUELINE GROSSMANN / SÃO PAULO

O superintendente da Unidade de Negócio Centro da Sabesp, Francisco José F. Paracampos, informa que foi realizado, entre os dias 18/7 e 24/7, nivelamento de tampas na Av. Brigadeiro Luís Antônio e nas Alamedas Joaquim Eugênio de Lima e Campinas. Como esses locais são vias de tráfego intenso, explica que foram necessários prévia autorização e esquema especial da CET para realizar o serviço.

A leitora analisa: Ao contrário do que foi dito, nenhum desnível citado por mim das Alamedas Campinas e Joaquim Eugênio de Lima foi consertado. Só não tive oportunidade de ir à Av. Brigadeiro para conferir. Parece que o sr. Paracampos está convencido de que empresas terceirizadas cumprem com protocolos e determinações da Sabesp. Ou talvez essas tampas desniveladas não sejam dessa concessionária e aí a carta dele deveria reconhecer isso. Falta um plano de trabalho eficaz.

CALÇADA ESBURACADA

Desestímulo ao pedestre

Para ter uma vida saudável, ouço que é aconselhável caminhar 30 minutos por dia. Mas é quase impossível andar pelas calçadas da capital, pois a maioria está cheia de buracos. Está difícil até mesmo para os jovens, imagina para os idosos, cadeirantes e deficientes físicos! Será que nossos representantes não notam esses problemas? Proponho às autoridades um passeio a pé pelas calçadas nos diversos bairros da cidade, para que percebam as reais dificuldades enfrentadas pelos pedestres.

BERNARDO KAUFMANN/ SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

O leitor critica: Fala-se muito do uso da bicicleta e isso é ótimo. Mas deveriam incentivar o cidadão a realizar suas atividades a pé, o que atualmente é inviável, por causa da má condição dos passeios. Falta ação da Prefeitura para garantir o respeito à lei existente.

CARTEIRA ESPECÍFICA

Regra para carro blindado

Em julho, ao entrar na Marginal do Pinheiros pelo acesso da Avenida Francisco Morato, fui parado por um guarda de trânsito que, depois de ver os documentos, perguntou se o carro era blindado. Respondi que sim e ele pediu a carteira do Exército relativa à blindagem. Nunca ouvi falar nisso, pois comprei o carro em 2006 usado e já blindado. O guarda explicou que o documento do veículo devia conter a expressão "veículo blindado". Respondi que não sabia disso e providenciaria a documentação, mas ele me multou e apreendeu o documento, o que me impossibilita de usar o carro até resolver os trâmites burocráticos, que levam cerca de 60 dias e custam mais de R$ 1 mil.

Tentei argumentar, mas o guarda disse que cumpria ordens superiores! Durante esse tempo, observei que eram parados apenas carros blindados, proprietários de calhambeques, em evidente mau estado, que deveriam ser retirados de circulação, não eram incomodados. É óbvia a indústria de multas nesse caso e é revoltante o desprezo pela segurança do cidadão!

EDWARD T. LAUNBERG / SÃO PAULO

A Polícia Militar explica que a atitude do policial transcorreu dentro da legalidade. O procedimento operacional-padrão da instituição formaliza que outro veículo só será abordado, se o antecessor tiver sido liberado. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ocorrendo a infração de trânsito, deve-se lavrar o auto de infração e o policial estaria cometendo crime de prevaricação se não multasse. O veículo que tem suas características alteradas sem autorização gera insegurança na via pública e o proprietário deve tomar algumas medidas, dentre elas, obter autorização da autoridade de trânsito competente do local de registro do veículo, para alteração da característica, dentre outras.

O leitor diz: O que me revolta é que essa lei não foi divulgada. A dedicação dos guardas que me autuaram foi unicamente dirigida aos motoristas de carros blindados. Enquanto isso, os assaltos na região continuam.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.