São Paulo Reclama

INSPEÇÃO VEICULAR EM ZERO KM

, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2011 | 00h00

Medida questionada

Sinto-me indignado e lesado. Em dezembro de 2010 adquiri um veículo zero km. Em razão dos trâmites, só o retirei no dia 24/12. Ao consultar o site da Controlar, já na página inicial há a informação de que, carros emplacados em 2010, independentemente do mês, têm de fazer a inspeção veicular. É absurdo ter de fazê-lo num carro que acabou de sair da concessionária.

MARCOS DA COSTA / SÃO PAULO

A Assessoria de Comunicação da Controlar informa que, para veículos leves de passageiros, equipados com motor do ciclo Otto, a inspeção será obrigatória a partir do 2º licenciamento anual. Como o veículo do sr. Costa teve o 1º licenciamento em 2010, é preciso fazer a inspeção em 2011. Pela Portaria 129/2010, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, art. 3º, os veículos cujo ano de fabricação é o mesmo do ano em exercício, ou do ano anterior, e que realizaram seu 1º licenciamento no ano em exercício estão dispensados da inspeção. O fato de o veículo ser novo não é garantia de que as emissões estejam dentro dos limites definidos pela legislação.

O leitor diz: É fácil imaginar as conveniências administrativas para se elaborar resoluções e portarias pautadas pelo interesse particular, já que é o Executivo quem os elabora. Se os carros zero km não têm condições de rodar 12 meses sem causar danos ambientais, devemos decretar a total incompetência dos órgãos ambientais por autorizar veículos assim. Ao cidadão cabe o ônus pelos projetos de veículos deficientes, pelo combustível de péssima qualidade, pela falta de transporte público adequado e ambientalmente correto e, ainda, pelas portarias e resoluções que criam obrigações inexistentes nas leis.

AEROPORTO SEM MACA

Descaso da Infraero

Sou deficiente físico e, em 15/5, desmaiei num voo da Web Jet. Chegando ao Aeroporto Internacional de Salvador não havia maca para sair do avião. Um passageiro me segurou pelos braços e um comissário, pelas pernas para descer as escadas da aeronave. Depois, fiquei numa ambulância por uns 30 minutos aguardando atendimento. É visível a falta de infraestrutura da Infraero.

SILVIO P. SILVA / SÃO PAULO

A Infraero não respondeu.

O leitor lamenta: A Infraero não retornou. Infelizmente, ela não respeita o usuário, nem aqueles que precisam de uma atenção maior, como os idosos e os portadores de deficiência.

PELO VERDE DA CIDADE

O poder das incorporadoras

Solidarizo-me com a sra. Ursula Haupt, que fez uma denúncia sobre a autorização da Prefeitura para o desmate de mais de mil árvores no Alto da Boa Vista (Alerta solitário, 1.º/7). Essa área contém árvores nativas adultas e abriga rica diversidade de aves. Sua destruição em troca do plantio no entorno de 4 mil mudas de árvores é nada menos do que uma péssima compensação. Isso porque, dessas 4 mil, poucas sobreviverão (se forem mesmo plantadas, é claro) e estarão dispersas. Ademais, boa parte da área, objeto da sanha das incorporadoras, possivelmente será impermeabilizada. Enfim, mais uma perda do verde na cidade, que se soma à não menos absurda intenção da venda, pela Prefeitura, do quadrilátero do Itaim. Será que as incorporadoras conseguem tudo o que querem?

FLÁVIO AUGUSTO ESTEVES / SÃO PAULO

Senti tristeza, raiva e indignação quando soube que a Câmara aprovou a venda de terreno da Prefeitura no Itaim. É sabido que o negócio não é de interesse da população, e, sim, da construtora, de especuladores e de alguns que vão faturar com a negociação, em detrimento do conforto e benefício de muitos. Já se sabe quem é a empresa vencedora, antes mesmo da licitação. Não é preciso dizer quantas pessoas necessitam desses serviços na região. Nenhum morador do bairro aprova a venda. Não é preciso dizer que a região está saturada, as ruas não comportam mais veículos e o bairro precisa de mais infraestrutura e serviços, e não demolir o pouco que existe e funciona. É claro que a cidade não depende da venda desse terreno para a construção das 200 creches, como pregam os defensores dessa operação. E, mesmo que dependesse, não justifica demolir o que funciona e transferir para o Parque do Povo. É um contrassenso, uma hipocrisia! A vergonhosa aprovação em primeira votação foi feita na surdina. Depois foi aprovado o aumento do salário do prefeito, vice-prefeita e 25 secretários. Tudo às pressas. A função desses governantes seria cuidar da cidade e de seus cidadãos, porém governam em causa própria. O patrimônio da Prefeitura é patrimônio de sua população!

VERA ROSENTHAL / SÃO PAULO

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