São Paulo Reclama

AUXÍLIO-DOENÇA NEGADO

, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2011 | 00h00

A quem recorrer?

Recebi o auxílio-doença do INSS até junho de 2009, pois estava fazendo um tratamento para o joelho. O benefício foi cortado enquanto eu ainda estava em tratamento e tive, além desse problema, tremores, cálculo renal e passei por um tratamento psiquiátrico. Já fui submetido a mais de 10 perícias e, em todas, os médicos negaram o auxílio-doença. Além de não poder mais continuar pagando a contribuição mensal, estou sem recursos para fazer o tratamento de que necessito. Levei ao INSS vários atestados e cartas dos meus médicos, mesmo assim o pedido foi negado. Por causa do problema de locomoção e por não ter mais dinheiro, não poderei ir à próxima perícia. Portanto, não adianta o INSS encaminhar uma resposta dizendo que eu tenho de fazer outra perícia, pois já fiz 10! Enquanto não receber o benefício, não terei condições de pagar a contribuição muito menos para me tratar para então retornar ao trabalho.

PAULO ROBERTO RODRIGUES STANISCI / SÃO PAULO

A PREVCartas/INSS-SP esclarece que o fato de uma pessoa ter um problema de saúde ou físico nem sempre caracteriza incapacidade para o trabalho. Dessa forma, explica, o INSS pode negar a concessão de auxílio-doença, caso o médico perito constate que, apesar da existência da doença, não há incapacidade para atividade profissional. Acrescenta que, se o leitor sr. Stanisci não concorda com as avaliações feitas ou o problema de saúde se agravou, poderá requerer outro auxílio-doença, apresentando laudos e exames médicos que comprovem a situação.

O leitor desabafa: Já passei por perícias suficientes, chega!

VIDA DE PROFESSOR

Estresse e doença

Denuncio o descaso com que o Departamento de Saúde do Estado, no Glicério, trata os professores e funcionários públicos. Sou professor há 21 anos pelo Estado e há 10 pela Prefeitura. Fiquei surdo do ouvido direito por diversas infecções, estresse, resultado do barulho alto e estouro de bombas nas escolas em que trabalhei. Comecei a sofrer de labirintite também. Após a confirmação por vários exames e a análise criteriosa de especialistas, a Prefeitura readaptou a minha função de forma definitiva, em 40 dias, para coordenador pedagógico. O problema é que não consigo readaptação com o Estado e há um ano estou afastado do serviço. Sou obrigado a tirar licença todos os meses para esperar o bom senso da junta médica. A média de espera para readaptação no Estado é de 2 a 4 anos. Isso é um absurdo, pois quero trabalhar! Para piorar, os médicos humilham os funcionários nas perícias. Dizem que não queremos trabalhar e só queremos folgas. Se vários médicos da Prefeitura me readaptaram de forma definitiva em apenas 40 dias é porque tenho mesmo a deficiência.

DACIO DE OLIVEIRA / SÃO PAULO

A Secretaria Estadual da Educação não respondeu.

O leitor lamenta que o problema continue.

AES ELETROPAULO

Cobrança contestada

Sou proprietária de uma academia de ginástica no bairro de Campos Elísios. Mensalmente o valor da conta de luz varia de R$ 1.200 a R$ 1.300. Como a cobrança de maio foi de R$ 71, entrei em contato com a AES Eletropaulo e fui informada de que não constava no sistema o motivo desse valor tão baixo. Depois recebi e-mail da empresa dizendo que a cobrança, no valor de R$ 3.525,36, com vencimento em 27/5 fora faturada.

AMANDA DIAS / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo esclarece que o centro de medição estava trancado e, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, é de responsabilidade do cliente mantê-lo disponível para a leitura. Assim, a distribuidora gerou a fatura do mês de maio com base na média de consumo dos últimos 12 meses, seguindo a regulamentação.

A leitora discorda: Não é verdade que estava fechado, pois o local funciona das 6 horas às 00h30! Eu já recebi no local 4 pessoas em dias alternados para fazer a leitura do relógio e elas confirmaram que não há nenhum impedimento para o serviço. Acredito que o leiturista passou, viu o portão fechado, que é o portão da garagem, tirou foto do cadeado e a enviou ao sistema. Mas ao lado do portão da garagem está a entrada onde fica o relógio de luz. O muro é pintado da mesma cor, para que possa ser de fácil identificação, já que o prédio é enorme. Era só questão de ele averiguar se estava no local correto. Estou me sentindo lesada, pois sei que não foi um erro meu. Não contesto o valor, mas a forma como foi cobrado.

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