, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2011 | 00h00

Mudança de regra

Um funcionário do edifício onde resido usa remédio para pressão alta e costumava comprá-lo na Farmácia Popular, para o período de 3 meses, por aproximadamente R$ 7,30. Gastava mais R$ 12 com as passagens do transporte público, totalizando R$ 19,30 por trimestre. Desde 25/4 o governo mudou as regras: o remédio é gratuito, mas os pacientes devem buscar a quantia equivalente a 1 mês. Assim, ele passou a ter de gastar mais com o transporte. Antes ele gastava R$ 19,30 em condução por trimestre para cuidar de sua saúde, agora gasta R$ 36. JORGE ERNESTO BULGARELLI / SÃO PAULO

O Ministério da Saúde responde que a partir de fevereiro, quando os medicamentos para hipertensão e diabetes disponíveis no programa passaram a ser gratuitos, todas as 551 unidades próprias da rede Farmácia Popular do Brasil passaram a adotar o mesmo sistema eletrônico de autorizações de oferta e venda, que já era utilizado pelos atuais 15.726 estabelecimentos privados conveniados ao Aqui Tem Farmácia Popular. Diz que esse sistema de autorizações é administrado pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus). Com essa adequação, o prazo para a retirada gratuita dos medicamentos passou a ser de um mês. Ressalta que as novas medidas de segurança estabelecidas pelo Ministério da Saúde têm o objetivo de garantir o maior controle e eficácia nas operações da Farmácia Popular. Informa que o número de beneficiados aumentou em 75%.

O leitor diz: Os usuários da Farmácia Popular passaram a gastar, por trimestre, quase 87% a mais. Infelizmente, as pessoas que mais são atingidas por essa medida são aquelas que mais necessitam da economia desses valores gastos com transporte.

OMISSÃO DA CET

Acidente de moto

No dia 3/6, estava passando pelo Parque da Aclimação em direção à Vila Mariana, na Rua Pedra Azul, que margeia um lado do parque. Ao passar por um posto da CET, uma viatura da companhia estava atrás de meu carro. O sinal do cruzamento das Ruas Pedra Azul e Ametista fechou. Ele é demorado e, nesse trecho, havia duas fileiras de veículos. Estávamos parados à esquerda, na mão para os carros que vinham da Vila Mariana em direção à Aclimação. Duas motos passaram por nós invadindo a pista contrária, na contramão. Porém, não vi o agente da CET multando esses motoristas. Ao avançar mais um pouco, o sinal novamente fechou e mais uma moto passou pela esquerda e o motociclista ficou "dançando" na frente dos primeiros carros que aguardavam a mudança de sinal. O farol fechou para o tráfego que vinha da Vila Mariana e, sem verificar o farol verde, o motoqueiro passou. Trafegou mudando de pista até bater num carro. A motorista saiu do veículo e a viatura da CET também parou para socorrê-lo. Infelizmente, não consegui anotar o número da viatura da CET, apenas tentei gravar a placa da moto. Talvez, se os agentes da CET tivessem parado os três motociclistas infratores para multá-los ou apenas tivessem ligado a sirene para adverti-los, esse lamentável acidente teria sido evitado.

MARIA ADELAIDE V. P. P. SOARES / SÃO PAULO

A CET informa que as vias no entorno do Parque da Aclimação são monitoradas e fiscalizadas regularmente por agentes de trânsito em viaturas. Diz ainda que, sempre que necessário, a leitora pode ligar gratuitamente e 24 horas por dia para o 1188 para acionar os fiscais da CET. Responde que nos cinco primeiros meses deste ano foram feitas diversas autuações por veículos trafegando na

contramão de direção naquela região da Aclimação.

A leitora diz: A CET não respondeu a observação feita. Não esperava outra coisa, mas não podia deixar passar em branco a omissão a que assisti.

CAMPANHAS DE TRÂNSITO

Sinalização e pedestres

Ainda que tardia é sempre válida a tímida atitude de prefeituras, como as das cidades de São Paulo e Santos, para adestrar os pseudopilotos que desrespeitam as leis de trânsito, por meio de campanhas que pedem respeito à travessia de pedestres. Em Santos, a CET informa que o pedestre deve sinalizar com o braço pedindo passagem (com o risco de ser decepado) - o que por si só é bizarro, pois qualquer motorista habilitado deveria saber que o pedestre tem preferência nas travessias em faixa. De nada adianta "adestrar os selvagens" sem fiscalizar e punir. Também ajudaria muito se as faixas de pedestres fossem pintadas devidamente, porque nas duas cidades há diversos pontos onde praticamente não há sinalização de solo, dificultando ainda mais a travessia. Um exemplo é a Rua João Pessoa, no centro de Santos, que há anos não possui nem sequer as faixas de rolamento para veículos pintadas.

CARLOS ALBERTO QUIROGA / SANTOS

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