São Paulo Reclama

TRAGÉDIA IMINENTE

, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2011 | 00h00

Buraco causa acidentes

No dia 5/5, por volta das 3h30, sofri um acidente na saída do túnel da Avenida Juscelino Kubitschek, sentido bairro do Morumbi, no acesso para a Rua Engenheiro Oscar Americano. Na saída desse túnel, há uma espécie de ralo que tem um desnível. Mesmo conhecendo muito bem o local, fui surpreendido por esse buraco. A roda dianteira de minha moto, uma Kawasaki ER6-n com apenas 219 quilômetros rodados, estourou e o veículo ficou descontrolado. Para minha sorte, eu estava em baixa velocidade e acabei não sofrendo nada grave. Mas poderia ter me machucado ou até falecido. No momento em que cai, pensei que havia perdido o controle da moto por um vacilo. Mas os agentes da CET que me auxiliaram perguntaram: "Você perdeu o controle no buraco que existe no ralo na saída do túnel, correto?". Fomos até lá e entendi o que ocorrera. Um agente da central disse que tinha filmado todo o acidente. Já solicitei esse vídeo à CET e pretendo entrar com um processo na Justiça por danos materiais contra a Prefeitura para, pelo menos, ser ressarcido dos prejuízos de franquia de seguro, capacete, jaqueta e relógio. Entendo que isso é o mínimo que posso receber pelo susto, pois o acidente foi por causa da falta de cuidado que a Prefeitura tem com a população.

LEONARDO CELLI / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

O leitor diz: Em 9/6 um outro motociclista perdeu o controle da moto no mesmo lugar, por volta das 11h20, mas não chegou a cair. O vídeo de meu acidente está no endereço: http://www.youtube.com/watch?v=ga6LqmMO8OM.

OPINIÕES DISTINTAS

Ciclistas na capital

Nas notícias relativas ao trágico atropelamento de um empresário na Avenida Sumaré, em 13/6, não vi nenhuma menção ao fato de por que os ônibus de grande porte circulam por ruas menores que dão acesso a essa avenida. Muitos ônibus, que trazem passageiros à Estação Sumaré do Metrô, têm de circular por ruas estreitas e inadequadas a esses veículos, entre elas as Ruas Capote Valente, Amália de Noronha e Galeno de Almeida. As manobras são complicadas e desviam a atenção dos motoristas desses veículos de outros usuários das vias, como pedestres e ciclistas. Esse problema surgiu quando o prefeito decidiu restringir o tráfego de fretados e os desviou para locais como os mencionados. O assunto dos fretados sumiu dos noticiários, mas os problemas ficaram sem solução e agora dão origem a esse trágico acidente.

LINEU LEX / SÃO PAULO

Até quando ouviremos que ciclistas são mortos no trânsito? Essa cidade utópica onde ciclistas andam entre veículos em vias movimentadas ainda não existe. Além de correrem risco de vida, prejudicam a vida de quem trabalha no trânsito. Claro que nada é pior do que o destino do ciclista morto, mas esse motorista de ônibus que o atropelou terá sua vida arruinada e posso garantir que ele não pretendia matar ninguém durante o trabalho. Nesta época em que todos acham bonito e ecológico andar de bicicleta, muitos o fazem sem obedecer às regras de trânsito. Quem nunca viu um ciclista furar o semáforo ou parar em cima da faixa de pedestres? Quantos deles realmente utilizam os equipamentos exigidos por lei? E a CET nem pode fazer nada, pode? Anotar a placa é que não, afinal, eles nem precisam se identificar. Pedestres e ciclistas têm direitos, mas também têm obrigações que nem sempre são seguidas. Queria saber quem na Prefeitura se responsabiliza por essas mortes. O trânsito de ciclistas deveria ser restrito às ruas de menor movimento e não em locais onde eles corram tantos riscos.

MARCUS COLTRO / SÃO PAULO

CEMITÉRIO ARAÇÁ

Sem estacionamento

No dia 31/4 minha cunhada morreu e o corpo foi para o Velório do Cemitério Araçá, na Avenida Doutor Arnaldo. Por causa da falta de estacionamento, amigos tiveram de ir embora e voltar de táxi. Muitos não ficaram para dar um abraço nos familiares. Há dois estacionamentos perto, só que um já estava fechado e o outro, após determinada hora da noite, só aceitava carros cujos ocupantes fossem a uma lanchonete.

MARIA SILVIA M. DE ASSIS / SÃO PAULO

O Serviço Funerário do Município de São Paulo (SFMSP) explica que o Araçá é um cemitério antigo e sem estacionamento, pois quando foi projetado não havia a grande demanda de veículos. Como não há espaço físico para q construção de um estacionamento, explica que estuda alternativas, entre elas a parceria com estacionamentos particulares.

A leitora diz: Obrigada, ficarei realmente grata se esse sério problema for solucionado.

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