São Paulo Reclama

LICENÇA-MATERNIDADE

, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2011 | 00h00

Benefício demorado

Minha empregada, Marneide Luz de Souza, se afastou do trabalho em 4/3, no final da gestação de seu bebê. A partir daí acompanhei a luta dela para conseguir os documentos exigidos e agendar a data do atendimento no INSS para obtenção da licença-maternidade. Ela apenas conseguiu atendimento em 22/3, depois do nascimento da criança, data em que deu entrada ao pedido do benefício. Após mais de 40 dias, ainda nada recebeu. Minha funcionária está passando por sérias dificuldades com o recém-nascido e, sem dinheiro, tem de pedir socorro aos familiares. Para piorar, ela foi mal atendida no Posto do INSS no Tatuapé. Um funcionário mal-humorado afirmou que "havia pendências externas" e o benefício ainda não tinha entrado no sistema e que ele nada poderia informar. Disse que ela deveria receber uma "cartinha" em casa. Eu, empregadora, paguei quase três anos regularmente pela contribuição. Aliás, continuo pagando todo mês, mesmo ela estando afastada do trabalho. Revolto-me de vê-la sendo mal atendida, maltratada e, pior, sem receber o benefício a que tem direito. Solicito uma solução com urgência.

RENATA LUCIA M. L. DE OLIVEIRA RIVITTI / SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A PREVCartas INSS/SP esclarece que o salário-maternidade da sra. Marneide foi concedido em 5/5, retroativo a 18/3. Acrescenta que a segurada já está recebendo o benefício.

A leitora comenta: O problema somente foi resolvido após o envio de minha reclamação ao jornal. Entretanto, o pagamento só foi realizado em 24/5, mais de dois meses após o início da licença-maternidade.

INFRAESTRUTURA

Aeroportos sucateados

A Infraero arrecada todas as taxas e os rendimentos das lojas dos shoppings instalados nos aeroportos, sem fazer nenhuma melhoria no setor. Como pode o movimento nos aeroportos crescer e a estrutura continuar saturada? Em Congonhas, aumentou o número de pousos e diminuíram os intervalos entre os aviões. Vai precisar cair outro avião para acabar com todo esse movimento?

JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA / SÃO PAULO

A Infraero esclarece que os recursos arrecadados por ela (tarifas aeroportuárias, por exemplo) são destinados à manutenção dos aeroportos administrados pela empresa. Diz que, entre 2005 e 2010, investiu cerca de R$ 2,47 bilhões em obras de engenharia para a ampliação e reforma de aeroportos da rede em todo o País. Entre as melhorias concluídas em São Paulo estão a complementação da reforma e a modernização do Terminal de Passageiros e do sistema de pista e pátio do Aeroporto de Congonhas. Dessa forma, ressalta que há um equívoco na afirmação do leitor que a Infraero não aplica os recursos arrecadados.

O leitor critica: A Infraero pode aplicar os recursos, mas deve estar destinando o dinheiro aos lugares errados. O Aeroporto de Congonhas está ultrapassado. Opera numa situação-limite em relação ao movimento e à segurança e ainda no centro da cidade. Todo o dinheiro empregado em Congonhas foi desperdiçado, pois poderiam ter investido na construção de outro aeroporto, mais apropriado ao movimento de passageiros e à importância de São Paulo.

RUA ÀS ESCURAS

Perigo em condomínio

Moro num condomínio novo situado na Rua Otávio de Moraes, próximo ao Hipermercado Extra Jaguaré. Há tempos os moradores enfrentam um problema sério nas imediações do condomínio: não há iluminação pública à noite. Vários moradores registraram reclamações na Prefeitura, porém, nenhuma providência foi tomada. Enquanto isso, nossos familiares têm de atravessar uma rua totalmente escura, que não oferece nenhuma segurança, sem contar na condição iminente de sofrerem algum acidente por causa das péssimas condições de visibilidade. Há de ressaltar ainda que, em dias de chuva, é constante a falta de energia em todo o bairro.

GUSTAVO R. OLIVEIRA / SÃO PAULO

A Secretaria de Serviços, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), informa que já fez os devidos reparos na rua citada. Diz que equipes de manutenção foram ao local nos dias 1º/5 e 3/5 para substituir uma lâmpada e alguns equipamentos, retornando em 24/5, quando verificaram que estava tudo em ordem.

O leitor revela: As lâmpadas queimadas foram substituídas, finalmente. Mas outro problema continua: falta e queda de energia são constantes no bairro. Nessa terça-feira, por causa da chuva, ficamos sem energia em todo o bairro.

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