São Paulo Reclama

PROBLEMA CONSTANTE

, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2011 | 00h00

Falta de água em Guarulhos

Por que falta tanta água em Guarulhos? De 2 a 3 vezes por semana o meu bairro, Jardim Vila Galvão, fica sem abastecimento. Parece que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) não tem estrutura para atender a cidade. Sinto-me lesada.

ANDREIA LUIZ / GUARULHOS

O Saae de Guarulhos informa que, em 21/5, foi feita uma vistoria para verificação da pressão da água, que, na ocasião, estava normal, em conformidade com as normas técnicas. Para dar continuidade ao processo de avaliação técnica do abastecimento no local, explica que será instalado um registrador de pressão e vazão no cavalete de água do imóvel da sra. Andreia. O equipamento possibilita o monitoramento da pressão por um período de sete dias para que seja possível fazer um diagnóstico. A região do Jardim Vila Galvão pode sofrer intermitências não programadas no abastecimento durante o dia, especialmente quando aumenta excessivamente o consumo de água. Ressalta que, em condições normais, se os imóveis possuírem caixa-d"água adequada, ou seja, dimensionada para a quantidade de moradores, é possível minimizar os efeitos dos períodos sem abastecimento pela rede. De acordo com a norma técnica e o Código de Posturas do Município, os imóveis devem possuir reservatórios de água para, pelo menos, 24 horas de consumo; os dispositivos do imóvel (como descarga e torneiras, entre outros) devem estar ligados diretamente ao reservatório.

A leitora relata: O registrador só foi instalado em 25/5 e tenho de esperar por 7 dias. Creio que o problema não será solucionado em breve, pois o município cresceu muito e o Saae parece não ter estrutura para atender toda a população.

FOCOS DA DENGUE?

Medo de infecção

Moro no 15.º andar de um prédio na região de Moema e há 3 meses começaram a aparecer pernilongos no meu apartamento durante o dia, algo que nunca ocorrera. Após verificar que se pareciam com os que transmitem a dengue (pretos, com listras brancas), liguei para a subprefeitura pelo 156. Abriram um chamado em 6/4, mas achei o prazo dado um absurdo (de 1 a 30 dias)! Vejo que não é prioridade da Prefeitura minimizar a transmissão da dengue, tampouco erradicá-la.

IARA BARBOSA / SÃO PAULO

A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) informa que vistoriou todos os apartamentos do local citado, no dia 5/4, e não foram encontrados criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vistoria foi feita dentro do prazo estipulado para área com baixa incidência de casos. Sempre que alguém dá entrada numa unidade de saúde com suspeita de ter contraído a doença na cidade, a Covisa deve ser notificada. Em posse dos dados do paciente, realiza levantamento do histórico do endereço (para verificar ocorrências anteriores) e técnicos vão casa a casa para o bloqueio de criadouros num raio de 500 metros. Se o diagnóstico for positivo para contaminação, há intervenção com o uso de inseticida.

A leitora lamenta: O problema continua. Os agentes da Prefeitura vieram ao edifício um dia antes de o prazo expirar. Realizaram uma vistoria básica, olhando apenas as jardineiras dos apartamentos e a área comum. E fizeram questão de deixar claro que a dedetização se dá apenas em regiões onde há casos registrados.

ENSINO BÁSICO

Não há vagas

Em 9/4/2010 inscrevi minha filha no Centro de Educação Infantil (CEI) Eliseo Teixeira Leite. Porém fui informada de que crianças com até 4 anos devem ser inscritas numa Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), o que fiz em 21/9. Desde então envio queixas à Ouvidoria pelo site da Prefeitura, pois não tive resposta. Pago impostos e é obrigação da Prefeitura garantir a educação.

JUCILENE DA SILVA SOARES/ SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação Pirituba esclarece que a criança está cadastrada e aguarda vaga no setor 9 de Jaraguá, sem indicação de escola específica. Após o cadastro, as crianças são chamadas para matrícula, conforme a data do cadastro, faixa etária e a disponibilidade de vaga na escola de preferência ou em unidade da região. Os responsáveis podem consultar a situação da criança no Portal da Educação (www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br) ou na listagem afixada em qualquer escola do mesmo setor.

A leitora contesta: Até hoje não recebi resposta da Prefeitura. No ato da inscrição, indiquei a escola desejada. Tudo o que a Diretoria Regional de Educação respondeu eu já sabia. Não quero entrar na Justiça contra a Prefeitura para requerer uma vaga, pois isso é direito de toda criança e obrigação da Secretaria da Educação.

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