São Paulo Reclama

Pesadelo no paraíso

, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2011 | 00h00

Há anos, cansado de São Paulo, me mudei para a Praia de Barequeçaba, em São Sebastião. Mas logo o paraíso se revelou um pesadelo. Apesar do escorchante IPTU, as ruas do meu bairro, Alameda dos Canários, são de terra, não há calçada e as galerias pluviais estão entupidas. Quando chove, as ruas ficam intransitáveis. É jogada água, que exala mau cheiro, direto no mar e o córrego, que dá vazão ao esgoto, corre a céu aberto. Há lixo acumulado e mato alto por todo lado. Para piorar, clandestinos constroem casas em locais inapropriados, como os morros, destruindo a Mata Atlântica.

ÁLVARO CARDOSO GOMES / SÃO SEBASTIÃO

A prefeitura de São Sebastião informa que o esgoto jogado na praia é decorrente do extravasamento da rede em dias de chuva e, desde 2006, estuda com a Sabesp uma solução. O resultado semanal da balneabilidade da praia, em sua maior parte, é "própria", segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, o que significa não haver descarte de esgoto. O córrego citado é um corpo d"água que deve ser mantido em seu estado natural, pois a sua canalização o condenaria, de acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica. A coleta de lixo é feita diariamente. As galerias citadas foram limpas e desobstruídas, mas as fortes chuvas de março provocaram a descida de detritos dos morros, obstruindo-as parcialmente, mas serão desobstruídas. Diz estar empenhada em melhorias para o município, e que já pavimentou mais de 20 ruas.

O leitor diz: Se a prefeitura diz que vem pavimentando as ruas, não é o caso de meu bairro. São só promessas sem perspectiva real de melhoria.

DE OLHO NA CIDADE

Denúncia de abandono

Estou indignado com o estado de abandono de São Paulo. Moro na Rua Carlos Lima Morel, Jardim Guedala, no Morumbi. Lá e na Avenida Jorge João Saad o mato cresce ao longo da via. Nas sarjetas da Rua Bela Cintra, o serviço de tapa-buracos foi malfeito. O calçamento da Alameda Santos, nos Jardins, é outro exemplo da falta de cuidado com a cidade. Meu pai mora na Rua Narciso de Freitas Vieira, Rio Pequeno, no Butantã, e tanto na sua rua como na Avenida Escola Politécnica o mato não é cortado. A quantidade de pernilongos no entorno dessa via e da Avenida Rio Pequeno é preocupante e o estado de abandono é deplorável. O projeto de revitalização de favelas também foi abandonado.

AMÉRICO R. DE FIGUEIREDO/ SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras esclarece que cerca de 15.150 metros de áreas verdes, entre canteiros centrais, taludes e a Praça Roberto Gomes Pedrosa, já foram limpos na região do Morumbi pela Subprefeitura Butantã. São feitas ações pontuais na Avenida Escola Politécnica, por causa da grande extensão da via. Em 30/4 foi realizada uma operação com roçadeiras no trecho entre as Avenidas Politécnica, Corifeu de Azevedo Marques até a Avenida Marginal do Pinheiros. Novas operações entre a Avenida Corifeu até a Rodovia Raposo Tavares serão programadas para garantir sua manutenção. A Subprefeitura Pinheiros faz serviços de tapa-buracos e recuperação de sarjeta na Rua Bela Cintra. No caso da Alameda Santos, o proprietário do imóvel em frente ao passeio é responsável por sua manutenção, portanto, serão feitas vistorias no local para verificar possíveis irregularidades.

O leitor discorda: Convido o subprefeito do Butantã para visitar a praça, localizada, na Rua Narciso de Freitas Vieira. Ela está imunda e as árvores, sem poda. E, por causa da falta de segurança, o local é propício para ações de bandidos. As autoridades municipais só se esquivam de suas responsabilidades.

CORREIOS DE ATIBAIA

Promessas de melhoria

A entrega de correspondências pelos Correios em minha residência, no Jardim Maristela, em Atibaia, continua ruim. Em fevereiro, os Correios responderam à Coluna que o motivo eram as chuvas, mas que a situação já tinha sido normalizada. Mas isso só durou um mês. Continuo a receber as correspondências com atraso e as contas já vencidas.

ADEMIR M. LOPES ROMERO/ ATIBAIA

A Diretoria Regional dos Correios de São Paulo Metropolitana esclarece que, para minimizar os problemas de entrega no local, providenciou a realocação de empregados da região para auxiliar na distribuição e está efetuando trabalhos nos finais de semana.

O leitor desmente: O carteiro aparece 1 ou 2 vezes ao mês. Em 2/5 recebi a conta de luz, vencida; em 21/4, o comunicado de que a energia elétrica seria cortada em 29/4. E ainda não recebi a fatura de meu cartão de crédito, que venceu em 5/5.

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