São Paulo Reclama

FUNCIONÁRIOS USAM VAGAS PARA DEFICIENTES

, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2011 | 00h00

Instituto de Psiquiatria

Sou deficiente físico. Quando vou ao Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), tenho dificuldade para estacionar nas vagas especiais, pois elas são usadas pelos funcionários. Como não há fiscalização, estaciona quem quer. O IPq tem uma área de estacionamento exclusiva para pacientes portadores de deficiência, mas elas sempre são usadas por quem não tem esse direito.

PAULO SERGIO MARIANO / SÃO PAULO

O Sistema FMUSP-HC informa que no complexo há 884 vagas para estacionamento de veículos, das quais 820 são para servidores credenciados; 23 para ambulâncias, 7 para embarque e desembarque, 7 para carga e descarga e 27 para carros usados no transporte de pessoas portadoras de deficiência e com dificuldade de locomoção - o que equivale a 3% das vagas disponíveis. De acordo com a lei, a obrigatoriedade é de 2%. Esclarece que a maioria dessas vagas está ao longo da Rua (interna) Dr. Ovídio Pires de Campos e não há nenhuma área exclusiva perto do IPq. Explica que, para facilitar o acesso desses pacientes, é permitido, conforme sinalizado em placa, embarque e desembarque pelo acesso exclusivo para carros autorizados e pacientes com necessidades especiais. Informa que, se o paciente estiver desacompanhado, pode deixar a chave de seu veículo com o recepcionista, que acionará um manobrista. Alega que, por causa do grande número de pacientes, muitas vezes não há vagas suficientes.

O leitor diz: Não responderam por que as vagas especiais são ocupadas por funcionários. Não encontrei nenhum manobrista no local citado na resposta.

DESCASO COM A CULTURA

Obras de arte sumiram

No ano passado, deixei disponível para o Centro Educacional Unificado (CEU) Casa Blanca obras de arte para uma exposição intitulada Máscaras da Odete, que foi adiada por causa de outros eventos, mas outra data seria definida. Recentemente, marquei um reunião com os responsáveis pelo departamento de cultura para definir uma data para a exposição, pois assumi outros compromissos nos quais usaria essas obras, começando em 15/3 no CEU Vila do Sol e terminando em julho em outros órgãos públicos. Para minha surpresa, descobri que as obras sumiram com outros materiais que deixei no local. Elas foram feitas com materiais recicláveis em anos de dedicação. Gostaria que os responsáveis esclarecessem o aconteceu.

ROBERTO O. DE CARVALHO / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação Campo Limpo responde que solicitou ao sr. Carvalho que formalize sua denúncia para que seja iniciada uma apuração preliminar a fim de averiguar os fatos.

O leitor comenta: Já entreguei a queixa por escrito e, em breve farei um Boletim de Ocorrência. De acordo com os documentos apresentados pela gestora do CEU Casa Blanca, ninguém sabe de nada. Espero que, após um processo, eu consiga obter informações. O meu prejuízo

é incalculável.

SEM PARAR

Confusões de funcionária

Adquiri um TAG (sensor) do Sem Parar-Via Fácil há alguns anos. Em 14/12, vendi o meu veículo e liguei para a central de atendimento dessa empresa para pedir o cancelamento e avisar que eu retirei o TAG daquele carro. A atendente fez todo o procedimento necessário, como também o bloqueio do aparelho. Em março, comprei outro automóvel. Fui à Casa do Usuário da Via Fácil, na Rodovia Castelo Branco, para entregar o TAG e questionar por que continuaram debitando as mensalidades de R$ 10,84 dos últimos 3 meses. A funcionária respondeu que não poderia fazer nada e que não iria ressarcir os R$ 32,52. Segundo ela, a outra atendente não efetuou o cancelamento no sistema. Disse a ela que iria denunciá-los e a funcionária respondeu: fique à vontade, não vai adiantar nada. Como pedi outro TAG, agora cobram pela substituição do aparelho mais a mensalidade.

J. ISMAEL MONTEIRO JUNIOR / SÃO PAULO

A STP explica que o TAG é de uso exclusivo do veículo cadastrado e é preciso substituí-lo quando há a troca do carro. Diz que ao vender um automóvel é necessário trocar o TAG ou fazer o cancelamento. Explica que como não houve a devolução do aparelho, as mensalidades de janeiro, fevereiro e março foram cobradas. No entanto, diz que o tratamento dispensado ao leitor não foi compatível com as diretrizes da empresa e acrescenta que entrou em contato com o sr. Monteiro Junior para prestar esclarecimentos.

O leitor diz: Prometeram advertir as pessoas envolvidas e devolver a quantia em 7 dias.

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