São Paulo Reclama

PARCERIA COM A STAR ALLIANCE

, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2011 | 00h00

Leitora questiona a TAM

Estou grávida de 7 meses e moro em Angola. Foi divulgado que a TAM entrou para a Star Alliance, programa de milhagens que reúne 27 companhias aéreas e que estava sem membro oficial no Brasil desde o fim da parceria com a Varig, em 2007. Isso é mentira. A TAM me informou, após 44 dias sem resposta, que não faz upgrade da South African Airways (SSA). Quem arca com o meu prejuízo, se a demora para receber uma resposta prejudicar a minha chance de obter o upgrade com a SSA? Quais são as consequências por demorar 44 dias para a TAM me responder, por anunciar um serviço que não existe e não priorizar o atendimento a uma consumidora grávida?

MADELEINE LACSKO / SÃO PAULO

A TAM responde que informou a sra. Madeleine de que a empresa parceira não faz parte do Star Alliance Upgrade Award, produto que permite que os clientes usem seus pontos ou milhas para fazer upgrade de cabine entre as empresas-membros da aliança. Esclarece que tem acordos de integração dos programas de fidelização firmados com todas as companhias-membros da Star Alliance, que permitem aos clientes de todas as empresas da aliança acumular e resgatar pontos em voos operados por qualquer uma das parceiras.

A leitora critica: A TAM não respondeu minhas questões. A parceria com a South African Airways permite o crédito na TAM dos trechos voados pela parceira. Apesar de ter enviado uma cópia do meu cartão de embarque, a TAM respondeu que a companhia parceira "não me encontrou no voo". A SSA não confirmou tal afirmação da TAM e ainda me creditou os pontos devidos em seu próprio programa de milhagem.

NET FONE

Cobranças abusivas

Na fatura do meu NET Fone havia inúmeras ligações de 30 segundos feitas para celular, no valor de R$ 0,42 por telefonema. Mas nenhuma foi feita. Descobri que, se um número de celular for discado e desligarmos logo em seguida, a NET considera como uma ligação de 30 segundos. Após um colega ter comentado sobre essa cobrança abusiva, fiz uns testes. Telefonei para meu celular sem atendê-lo. Todas as ligações feitas foram consideradas como de 30 segundos. Fiz uma queixa e a atendente se prontificou a retirar de minha conta todos os telefonemas de até 30 segundos. Para mim, isso não foi o bastante. Pedi para que a NET retirasse os 30 segundos (R$ 0,42) das ligações feitas para celular. Afinal de contas, se eles cobram indevidamente por uma ligação que nem foi feita, quem me garante que esses R$ 0,42 não estão embutidos em todos os números que foram discados?

RAFAEL BRITO MANCINI / SÃO PAULO

A NET informa que entrou em contato com o cliente e esclareceu as dúvidas sobre o NET Fone.

O leitor rebate: Vários funcionários da NET me ligaram para fazer perguntas. Inclusive, alguns, com um ar ameaçador, deixaram a entender que eu estava mentindo. Disseram que tinham como comprovar que as ligações foram feitas, mas ninguém me apresentou nenhuma prova. O problema não é a quantia em dinheiro, mas a maneira como tratam os clientes.

LOTAÇÃO NO METRÔ

Caos diário

Por que pagamos tão caro por uma passagem de metrô, se somos transportados como carga? O percurso é estressante; vagões lotados, discussões e pessoas que passam mal. Várias vezes escutamos avisos: "Estamos aguardando a movimentação do trem a frente" e "não segure as portas do trem, isso provoca atrasos em todo o sistema". É óbvio que, quanto mais o trem demora, mais lotado fica e mais pessoas tentam entrar nos vagões ocasionando problemas com as portas e, portanto, mais atraso. Não entendo como são fabricados mais trens e a situação nunca melhora.

KELLY CRISTINA PALERMO / SÃO PAULO

O Metrô esclarece que seus trens circulam em sistema carrossel. Explica que, quando um trem realiza uma parada maior na plataforma - muitas vezes provocada por usuários que seguram as portas - ou trafega com velocidade menor em trecho a céu aberto, em dias de chuva, o operador da composição é orientado a informar a ocorrência aos passageiros. Diz que, em horários de "pico", oferece trens a cada dois minutos e, em trechos mais carregados, trens vazios para atender as estações com maior movimento. Alega que o governo do Estado faz investimentos no Metrô e na CPTM para ampliar a mobilidade na capital e na região metropolitana.

A leitora critica: Essa resposta apenas tenta sanar as dúvidas sobre os procedimentos, mas não justifica o caos que ocorre nos horários de pico.

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