São Paulo Reclama

40 DIAS SEM TELEFONE

, O Estado de S.Paulo

31 Março 2011 | 00h00

Acumulando prejuízos

Em 14/2 informei a Telefônica de que a AES Eletropaulo, após trocar os postes em toda a extensão de minha rua, deixou os fios pendurados e a linha sem funcionar. A central da Telefônica informou que um técnico faria o reparo na linha em até 72 horas. A visita ficou agendada para o dia 17/2, mas ninguém apareceu. Liguei para a Ouvidoria da Telefônica, que prometeu retornar em 24 horas, e não cumpriu. Entrei em contato com a central de atendimento da empresa em 19/2, que garantiu a visita de um técnico até as 18 horas do mesmo dia, mas, de novo, ninguém apareceu. Em 22/2 um funcionário, após examinar o local, alegou que os fios estavam pendurados e que um "cabista" deveria deixá-los em ordem antes do conserto da linha. Ora, eu já havia avisado a empresa sobre isso. Fiz uma queixa na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em vão, pois a resposta da Telefônica à agência foi de que já havia feito o reparo e que o problema estava na instalação interna do meu estabelecimento. Há 20 dias acumulo prejuízos, pois tenho de usar 0 celular para entrar em contato com meus clientes.

LUCIANO NAPOLI / SÃO PAULO

A Telefônica informa que enviou uma equipe técnica no local mencionado pelo sr. Napoli e fez a fixação dos cabos nos postes substituídos pela distribuidora de energia. Diz que a linha do cliente e as dos demais moradores do local estão funcionando normalmente. Acrescenta que a conta de março foi cancelada e o leitor terá crédito na conta de abril.

O leitor relata: Somente depois de 40 dias sem telefone, o problema foi resolvido. Mas vou entrar na Justiça.

SÓ PROMESSAS

Revitalização do centro

Em meados do ano passado, durante a estiagem, a Prefeitura plantou 10 árvores na recém-reformada Praça Alfredo Issa, no centro, e no canteiro central adjacente. Nove estão mortas por causa do plantio inadequado e da falta de irrigação. Com o início das chuvas, agradeceríamos se a Prefeitura fizesse a reposição das árvores mortas não apenas naquele logradouro, mas também em outros pontos onde há várias árvores e mudas mortas e espaços livres, como no canteiro central da Av. Rio Branco, no Largo do Paiçandu, no Largo São Bento e na Praça da República. O centro é a região com menor área verde na cidade e nós, moradores, sentimos falta de uma ação mais ativa para reverter essa situação.

FABIO OLMOS / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), que gerencia o programa Procentro, informa que foi realizada vistoria na área e, de fato, foram constatadas que algumas mudas recém-plantadas não alcançaram a pega. A empresa responsável pelas obras foi notificada e deverá tomar as devidas providências. Com relação à reclamação de que a região central é carente de áreas verdes, o projeto de urbanização da Prefeitura prevê o plantio de mais 1.600 árvores na região.

O leitor contesta: Um mês após a resposta da Prefeitura, as árvores mortas da Praça Alfredo Issa continuam lá, sem terem sido substituídas. Talvez a empresa contratada esteja aguardando a estiagem chegar, assim as novas mudas morrerão e o serviço terá que ser pago de novo. A Prefeitura carece de credibilidade na região central. Não apenas as áreas verdes padecem com projetos equivocados feitos para não durar, como as obras de calçadas e outros equipamentos públicos carecem de qualidade. As empreiteiras agradecem!

SEGURO PARA QUÊ?

Má prestação de serviço

Há 8 meses tento ser atendida pela seguradora Aliança do Brasil (seguro residencial 24 horas). Meu imóvel está se deteriorando por causa das fortes chuvas e a seguradora e sua prestadora de serviços se esquivam de prestar auxílio em caráter emergencial, embora meus pagamentos estejam rigorosamente em dia. Em janeiro, um funcionário tirou fotos, mas não as enviou à seguradora e não recebi nenhum contato sobre o orçamento, o que já ocorreu outras vezes.

ADELTO RODRIGUES GONÇALVES / PRAIA GRANDE

A gerente de Comunicação da Diretoria de Marketing da Aliança do Brasil, Tatiana Cerezer, esclarece que a empresa advertiu o prestador de serviços e realizará o reembolso referente aos gastos com reparos dos danos à residência.

O leitor revela: O problema foi solucionado. Depois de muita luta, a Aliança do Brasil depositou, no dia 25/3, em minha conta corrente a quantia que eu havia gastado com o reparo. O dinheiro, na verdade, não paga o desgaste que tive com essa seguradora e com a sua prestadora de serviços.

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