São Paulo Reclama

DETRAN

, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

Atendimento demorado

No dia 2/3 fui fazer um pré-cadastro no Detran. O atendimento estava marcado para as 13 horas. Cheguei 15 minutos antes. Às 13h05 a porta da sala de espera foi fechada e as pessoas - cerca de 100, entre elas, idosos -, impedidas de entrar. Após 50 minutos de espera, uma mulher reclamou. O funcionário respondeu que o horário de almoço era das 13 às 14 horas. Questionamos por que isso não fora informado e, irritado, ele disse que não era da nossa conta e daria voz de prisão aos que reclamavam de maneira mais exaltada. Isso mostra a decadência do serviço público e me convence cada vez mais que não somos cidadãos, e sim contribuintes.

LUCAS DOTTO BORGES / SÃO PAULO

O Detran esclarece que não há paralisação do atendimento durante o horário de almoço dos funcionários do setor citado, pois eles se revezam para manter o atendimento, ininterruptamente, das 8 às 16 horas. Diz que o setor atende cerca de 1.200 usuários por dia, distribuídos em lotes previamente agendados de aproximadamente 120 pessoas. Justifica que, em 2/3, a rotina de atendimento foi alterada por causa das fortes chuvas que atingiram a capital. A área externa do prédio não tem cobertura suficiente para abrigar todos os usuários e os funcionários colocaram o maior número de pessoas na área de espera, para abrigá-las da chuva. Diz que muitas pessoas estavam com acompanhantes e foi necessário fazer uma nova triagem de atendimento, o que dificultou o cumprimento do horário agendado e gerou queixas, mas todos foram devidamente atendidos.

O leitor diz: O processo de pré-cadastro foi feito. Só não fiquei satisfeito com a resposta desmentindo o meu relato.

CULPA DA CHUVA?

Perdas e danos

Em 21/2, às 14h30, um trecho da Rua Fausto Lex, na Vila Zatt, ficou sem energia elétrica. A região ficou 3 dias e 3 noites sem luz. Na minha casa, perdemos todos os alimentos da geladeira e, quando a eletricidade voltou, vários aparelhos elétricos estavam queimados. Minha mãe, de 77 anos, não pôde usar o ventilador e ainda teve de tomar banho frio - o que é deplorável. Não apareceu nenhuma equipe técnica para verificar o problema até hoje. Os serviços da AES Eletropaulo custam caro e ainda são muito precários. Duvido que isso ocorreria num bairro nobre da cidade.

ALEXANDRE LUCILIO DA CRUZ / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que as ocorrências registradas na região citada, em 21/2, foram causadas, principalmente, por queda de galhos de árvores sobre a rede em razão das fortes chuvas e dos ventos que ultrapassaram 90 km/h. A área de concessão da distribuidora também foi atingida por mais de 1.700 raios. Por isso, explica, na ocasião, a distribuidora teve de priorizar o restabelecimento de energia aos clientes sobrevida (que dependem de aparelhos para sobreviver), hospitais, delegacias e empresas de serviços essenciais.

O leitor comenta: A AES Eletropaulo prometeu enviar um técnico para verificar os aparelhos queimados. Ainda estou aguardando.

SABESP

Água com cheiro de mofo

Moro na Rua Conde de Itaguaí, no Real Parque. Há dias notei que a água, que vem da rua, está com cheiro de mofo. O odor fica mais forte quando ela é aquecida. Conversei com outras pessoas e constatei que elas perceberam o mesmo fato. Gostaria que a Sabesp verificasse o que está ocorrendo.

FERNANDO SAMPAIO / SÃO PAULO

Milton de Oliveira, superintendente da Unidade de Negócios Oeste da Sabesp, esclarece que, na primeira quinzena de março, a empresa verificou o aumento nas quantidades de substâncias causadoras de gosto e odor na Represa Guarapiranga, que abastece a região da casa do cliente. Explica que as condições climáticas dessas semanas favoreceram a liberação dessas substâncias, as quais, quando presentes em grande quantidade na água bruta, podem ocasionar gosto e odor na água final. Para minimizar esse desconforto na água tratada, diz que a Sabesp fez algumas alterações no processo de tratamento, bem como intensificou o monitoramento da água na represa. Ressalta que essa água, apesar do desconforto, não traz riscos à saúde da população e poderá ser consumida normalmente. Diz ainda que a empresa toma todos os cuidados para garantir que seu produto, a água, seja sanitariamente seguro para o consumo humano, cumprindo e assegurando todas as exigências sanitárias das leis que normatizam a qualidade da água no território nacional.

O leitor diz: O cheiro vem diminuindo, mas a água ainda não está agradável para o consumo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.