São paulo Reclama

Oportunidade perdida

, O Estado de S.Paulo

29 Março 2011 | 00h00

Desde o dia 3/3 quem mora na Rua Padre Estanislau de Campos, no bairro do Limão, está sem linha telefônica. Já foram protocoladas várias queixas na Telefônica, mas nada foi feito nem dada alguma satisfação. Os funcionários do call center parecem máquinas repetindo a mesma frase. Na minha casa, o telefone fixo é muito importante, pois é o meio usado para me comunicar com meu pai, que está com câncer, e com meu sogro, que também está doente. Os dois moram fora de São Paulo. No dia 9/3, recebi um telefonema em meu trabalho de uma pessoa informando que o meu pai morrera e seria enterrado no dia 10/3. Soube depois que, na tarde do dia 8/3, ele passou mal, mas, como o telefone fixo era a única forma de contato e não funcionava, ele não conseguiu falar comigo. A Telefônica oferece um serviço de alta tecnologia e não tem capacidade de solucionar um simples problema no funcionamento das linhas telefônicas?

SILVIA CRISTINA VINCI CAVALHEIRO CAZELATO / SÃO PAULO

A Telefônica lamenta o ocorrido e informa que a cliente terá crédito em sua conta telefônica de 9/4 correspondente ao valor do período em que o serviço apresentou problemas. Para outros esclarecimentos, os clientes devem entrar em contato com a Central de Atendimento pelo 10315 (ligação gratuita). Este serviço funciona 24 horas, durante os 7 dias da semana.

A leitora lamenta: Perdi a oportunidade de ver o meu pai vivo pela última vez, por causa da Telefônica. Vou processar a empresa por danos morais, mas nada vai pagar eu ter perdido a oportunidade de vê-lo vivo pela última vez.

RECURSO DE MULTA

Processo burocrático

Em dezembro de 2010, recebi notificação de atuação de infração de trânsito que considerei injusta. Enviei ao Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) carta explicando que o uso do meu carro em dia de rodízio foi determinado por convocação de empresa contratada pelo próprio DSV. Como não recebi nenhuma resposta, pensei que o DSV tinha aceitado meu argumento. Entretanto em 14/3 fui informado de que a defesa da autuação fora rejeitada. Não acredito que somente eu tenha sido afetado por esse "erro" do sistema de processamento de dados.

JUAN GUSTAVO TRAVERSO / SÃO PAULO

A CET esclarece que o mérito da autuação deve ser discutido na peça denominada recurso de 1ª instância. O leitor tentou discutir esse mérito por meio de uma peça inadequada: a Defesa da Autuação. Nesse instrumento, o motorista contesta incoerências no preenchimento do Auto de Infração de Trânsito (AIT), como erros formais cometidos pelo fiscal na anotação de dados do veículo autuado (como cor, modelo, placa, etc.). Para análise do mérito, o sr. Traverso deverá encaminhar um Recurso de Multa para a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari), conforme orientações constantes na Notificação de Penalidade - a 2ª notificação enviada ao infrator. Explica que, quando receber essa Notificação de Penalidade, o leitor poderá fazer o recurso explicando o ocorrido e anexar então os documentos comprobatórios. No site www. cetsp.com.br há um texto que explica como elaborar um recurso.

O leitor contesta: Desde o dia 17/3 estou na Itália e somente voltarei ao País em julho. Por isso, paguei a multa para não ter mais problemas. As explicações dadas pela CET não são apropriadas ao cidadão comum, que desconhece todas essas formalidades legais e burocráticas. É necessário consultar um advogado, quando se recebe um aviso de multa? Lembro que havia um endereço na carta para onde se podia escrever e foi exatamente isso o que fiz.

"FUGA" DE ENERGIA

Conta mais cara

Moro num apartamento de 42 m² e há meses recebo contas de luz por volta de R$ 120 a R$ 150. Soube que outros condôminos, que possuem o mesmo número de aparelhos elétricos que eu, pagam cerca de R$ 50 e R$ 60. Testes detectaram fuga de energia. Um técnico da AES Eletropaulo verificou que a numeração do meu medidor está diferente da registrada na minha conta e, quando o desligou, percebeu que continuava registrando sua utilização! A Ouvidoria foi notificada sobre o problema, mas não recebi resposta até hoje. Quero ser ressarcida.

FERNANDA BELCHIOR / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que revisou as faturas de novembro de 2009 a janeiro de 2011 da leitora e ela tem um crédito de R$ 771,72. Diz que a quantia pode ser retirada em uma loja de atendimento da Eletropaulo ou aguardar que seja creditada nas próximas faturas.

A leitora diz: Recebi R$ 761,34, valor inferior ao informado.

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