São Paulo reclama

Farmácia popular

, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

Sou diabético e dependente de insulina. Em 20/2 à noite, fui à Droga Raia da Rua Heitor Penteado para adquirir o medicamento com desconto pela farmácia popular. Apesar de estar no balcão um folheto, da própria farmácia, informando sobre a determinação do Ministério da Saúde de que alguns medicamentos são entregues de forma gratuita, eu não consegui obter a insulina humana com dosagem de 100 unidades. A funcionária trouxe o frasco de imediato, mas, após fazer os procedimentos necessários em seu computador, informou que não estava conseguindo acessar o programa do Ministério. O gerente disse que esse problema estava ocorrendo em outras farmácias da rede durante aquele dia. A solução sugerida foi que eu deveria comprar a insulina pelo preço normal de mercado. Fui a uma farmácia concorrente e recebi dois frascos do medicamento. Voltei à Droga Raia para informar que não havia nenhum problema de acesso ao site do Ministério. Aí o gerente respondeu que era uma determinação da diretoria. E quem não tem condições de pagar pelo medicamento, o que faz?

SÉRGIO FAMÁ D"ANTINO / SÃO PAULO

A Droga Raia lamenta os transtornos causados e informa que entrou em contato com o leitor para prestar esclarecimentos. Responde que o sistema que libera os medicamentos gratuitamente pelo programa Farmácia Popular não deixava disponível o link de acesso na data relatada. Por esse motivo, o leitor não conseguiu retirar o medicamento. Ressalta que apoia e incentiva ações que ampliam o acesso da população a medicamentos. Diz que a rede aderiu ao programa desde sua criação e iniciou a distribuição de remédios gratuitos, assim que foram liberadas pelo sistema do governo federal.

COLETIVO BATE EM CARRO

Prejuízo não foi sanado

Em 3/1, por volta das 19 horas, trafegava pela faixa da esquerda na Avenida Dom Pedro II, em Santo André, quando meu carro, um Vectra, foi abalroado lateralmente por um ônibus da Empresa Auto Ônibus Santo André (Eaosa). O motorista só parou quando eu ultrapassei o ônibus e o impedi de continuar. Ele se negou a ir a uma delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Apenas me disse o nome e passou um telefone da Eaosa. Em 10/1, liguei para o número informado e responderam que eu deveria entrar em contato com o Departamento Jurídico da Viação Cidade de Mauá. Foi o que fiz e eles solicitaram que eu fosse à garagem da empresa com três orçamentos. Compareci em 14/1, preenchi um formulário e eles solicitaram uma vistoria. Já se passaram 2 meses desde que fizeram a vistoria e ainda não recebi nenhum retorno. Alegam que precisam antes falar com o motorista para depois entrar em contato comigo. Temos somente esse carro e temos de trafegar com o espelho retrovisor quebrado, para-lamas e para-choque frontal danificados.

MANOEL RAMA NETO/ SÃO PAULO

A Emtu/SP informa que, como gerenciadora e fiscalizadora do sistema intermunicipal de ônibus, acompanha com a empresa permissionária Eaosa o referido caso, tendo solicitado urgência no esclarecimento das circunstâncias, para que as responsabilidades sejam devidamente apuradas e o caso, concluído.

TAM

Desconforto e desrespeito

No sábado de carnaval, 5/3, peguei o voo JJ 3320 da TAM, São Paulo/São Luís. Ao sentar na poltrona 11B, percebi que ela não abaixava o encosto. Tenho 1,90 metro de altura e é desconfortável ficar nessa posição por 3h30. Esperei todos embarcarem e mudei para a poltrona 12C. Mas a comissária disse que eu não poderia sentar naquele lugar, pois não paguei R$ 20 a mais na passagem. Argumentei com a chefe de cabine que a companhia também não me deu desconto por ter sentado num lugar com menos espaço. Ofereci pagar mais R$ 20, mas ela disse que não poderia receber o dinheiro. Pedi solução e ela disse de forma mal-educada que eu poderia aproveitar a porta ainda aberta e sair do avião.

DIOGO KOTSCHO / SÃO PAULO

A TAM responde que entrou em contato com o sr. Kotscho para esclarecer que, pensando na comodidade dos clientes, oferece a opção de acomodação em assentos com maior espaço para as pernas, localizados na primeira fileira e nas poltronas da saída de emergência. Informa que a reserva desses assentos é feita no check-in, mediante pagamento de taxa na loja. Diz que esse serviço está disponível em todos os trechos domésticos desde 21/2 e que pessoas idosas, com dificuldade de locomoção, gestantes ou adultos com crianças de colo não precisam pagar pelo Assento Conforto.

O leitor diz: Nada foi explicado sobre as poltronas que não abaixam nem sobre o mau atendimento da funcionária.

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