São Paulo reclama

Serviço demorado e caro

, O Estado de S.Paulo

10 Março 2011 | 00h00

No dia 1.º/2 meu marido solicitou à Embratel a alteração de endereço das linhas telefônicas de nossa empresa do bairro de Santa Cecília para Moema. Mas não só a Embratel não transferiu as linhas, como não há prazo para fazê-lo. Ele tentou diversas vezes entrar em contato com o departamento técnico, sem sucesso. No dia 11/2 recebeu a ligação de uma funcionária dizendo que não havia nenhum impedimento que inviabilizasse a transferência das linhas e que o prazo máximo para agendar a alteração era até o dia 17/2, o que não foi feito. Segundo a Anatel, o prazo que as concessionárias de telefonia têm para alterar o endereço é de 24 horas ou, no máximo, 72 horas, se houver algum problema técnico. Reclamamos na Anatel e nada mudou, apenas colecionamos protocolos. Estamos sendo obrigados a continuar a pagar aluguel e nos dividir em 2 imóveis diferentes. Além dos prejuízos com o aluguel, também tivemos problemas com as vendas e ainda fomos informados de que teremos de pagar R$ 2 mil pela transferência.

SARAH OSTRONOFF / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Embratel informa que realizará a mudança de endereço das suas linhas em data acordada com a sra. Sarah. Para mais informações, acesse o site www.embratel.com.br.

O leitor comenta: Em nenhum momento falaram com Sarah, mas comigo, Moacir, marido dela, que está cuidando da transferência. Num único contato, um funcionário da Embratel disse que a transferência seria feita até o dia 24/3, mais de 50 dias depois da solicitação. No dia 4/3 foi feito o cabeamento, mas falta ainda instalar os cabos dentro de casa.

PUC-SP

Remanejamento de alunos?

Para se defender das acusações de ter extinto várias matérias dos cursos de graduação, a PUC de São Paulo diz apenas que remanejou os alunos. Como estudante de administração, fico indignada que esse remanejamento tenha feito com que a minha turma passasse de 25 alunos no 4.º semestre para 50 neste semestre. Enquanto isso, vejo salas ao lado da minha do mesmo semestre com 17 alunos. Pagar uma mensalidade de R$ 1.600 para ter a sala de aula lotada e ver professores sem saber onde trabalhar, mudando de sala toda semana, é um absurdo!

BIANCA CRISTINA B. DA SILVA/ SÃO PAULO

A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo informa que a distribuição de alunos e disciplinas neste início de ano letivo já foi toda resolvida em reuniões com os gestores dos cursos interessados, sem nenhum prejuízo para o ensino e para os alunos.

A leitora discorda: Se, para eles, 58 alunos dentro de uma sala de aula é remanejamento e não prejudica o ensino, então não sei o que prejudica.

GOMGÁS

Britadeira na madrugada

Gostaria de compreender as razões da Comgás para executar seus serviços durante a madrugada. Não acredito que haja explicação aceitável. Pelo 3.º dia consecutivo, uma britadeira opera sob a minha janela. Há algumas semanas até a polícia foi chamada pelos moradores, pois a britadeira começou a funcionar a 1h45, mas nada mudou. O pior é saber que a Prefeitura autorizou a execução dos trabalhos nesses horários absurdos.

NEWTON RODRIGUES MARTINS / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Comgás pede desculpas pelos transtornos causados e informa que estava realizando obras de renovação da rede de distribuição de gás natural na Rua Frei Caneca. Essas obras são para substituir as antigas redes de ferro fundido por redes mais modernas, de polietileno, garantindo a segurança do fornecimento de gás na região. Por causa do trânsito do local, as obras foram realizadas no período noturno. Diz que procura sempre orientar as equipes a fazer o menor barulho possível e a utilizar ferramentas como marteletes e britadeiras no 1º horário. As obras foram finalizadas em 4/2.

O leitor desmente: O "acampamento" da Comgás começa a ser montado por volta das 21 horas e as britadeiras são ligadas a 1h45. Não vejo como essa possa ser a "1.ª hora". Num domingo (27/2), a Comgás, novamente desrespeitando a coletividade, resolveu executar serviço na calçada, utilizando máquina de cortar concreto às 9 horas. É desnecessário dizer que o equipamento produziu um nível de ruído absurdo. Não vejo consistência nem veracidade na resposta da Comgás. A desculpa de atrapalhar o trânsito é um absurdo. A PM e a CET, quando interessa, isolam um lado da via e impedem o estacionamento de veículos. Se tal atitude tivesse sido tomada, a obra poderia ter sido feita durante o dia.

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