São Paulo Reclama

TRANSPORTE PÚBLICO NA CAPITAL

, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2011 | 00h00

Atraso, lotação e baratas

Faz 13 anos que uso o transporte coletivo, que nunca foi bom, mas piorou demais. Os ônibus da Linha 7282 Parque Continental-Praça Ramos demoram muito para passar no ponto. Os funcionários dizem que os veículos saem de 20 em 20 minutos, mas não é verdade. Num período de 10 dias, indo e voltando todos os dias pela Avenida Imperatriz Leopoldina, só consegui usar o transporte coletivo duas vezes, pois em todas as outras esperei mais de 30 minutos e ele não passou. Por esse motivo, atrasei-me várias vezes e até perdi compromissos. Para piorar, na última vez, vi baratinhas no ônibus dessa linha. Também vi esses insetos nas Linhas 477-A (Sacomã-Ceasa) e 699-A (Terminal Princesa Isabel-Terminal Santo Amaro). Para onde vão os R$ 3 da tarifa, se a qualidade do transporte público só piora?

BRUNA DI MONACO / SÃO PAULO

A SPTrans informa que, em fiscalização recente, constatou que a Linha 7282 operou regularmente. Esclarece que todas as linhas do Sistema de Transporte Coletivo da cidade de São Paulo estão dimensionadas e programadas para atender adequadamente os usuários.

Diz ainda que, por causa da falta de informação do prefixo ou placa do veículo para uma ação imediata, irá agendar uma fiscalização geral nos veículos que operam nessa linha.

A leitora contesta: A resposta não é verdadeira. No dia 18/2 esperei quase 40 minutos pelo ônibus 7282 (Parque Continental) - única opção para o trajeto que faço, logo, está sempre lotado. Sobre as baratas, não me atentei a anotar a placa do coletivo pois é algo corriqueiro. O serviço precisa oferecer condições decentes, para depois cobrar tarifas mais altas.

DESCUIDO

Árvores no Butantã

Toda edificação ou obra deve ser acompanhada para evitar desperdício de dinheiro. No entanto, não é isso o que ocorre em São Paulo. Em meados de janeiro, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente plantou mudas na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Butantã. Colocaram algumas ripas para sustentar as mudas. Depois, armações de arame, sem chumbá-las ou cimentá-las no chão. O resultado foi que essas mudas estão tortas e sem nenhuma sustentação. Para piorar, a falta de educação da população não ajuda, e alguém arrancou as mudas. É revoltante ver o dinheiro público jogado fora pela ineficiência de pessoas que deveriam fazer a manutenção do serviço.

SÉRGIO DIAS TEIXEIRA / SÃO PAULO

O Núcleo de Gestão Descentralizada Centro Oeste 1, órgão local da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, esclarece que o plantio das árvores na Avenida Corifeu de Azevedo Marques foi realizado recentemente. Explica que as árvores não vingaram e diz que irão reprogramar um novo plantio para a substituição das mudas e a recolocação dos protetores.

SEM ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Taxa pelo serviço é cobrada

Moro em Carapicuíba e, em 1997, solicitei na prefeitura a instalação de iluminação pública na minha rua. Mesmo sem receber esse serviço, desde 2004 a AES Eletropaulo lança em minha fatura a cobrança da taxa de Contribuição de Iluminação Pública. A prefeitura, além de não providenciar a iluminação, diz que se trata de erro da Eletropaulo, que, por sua vez, diz que é a prefeitura quem manda a relação de logradouros com o serviço. Assim, a Eletropaulo repassa o valor à prefeitura. Pergunto se eu tenho o direito de ser restituído de todos os valores pagos, com atualização monetária e juros, uma vez que não fui beneficiado em minha rua com o serviço solicitado. Quem deve me restituir em caso positivo?

MAURÍCIO DIPOLD / CARAPICUÍBA

A AES Eletropaulo e a prefeitura de Carapicuíba não responderam.

O leitor revela: A tarifa continua a ser cobrada e ainda houve aumento do valor. Há moradores de outras ruas na mesma situação que a minha.

FALTA DE MANUTENÇÃO

Chuva é sinônimo de caos

A falta de manutenção de para-raios fez uma vítima no Parque Villa-Lobos no domingo. Anteontem, após a chuva, muitos semáforos ficaram apagados. Especialistas dizem que é melhor trocar as lâmpadas comuns dos faróis pelas de leds (mais econômicas). Mas, se não colocarem um varistor que intercepte a energia que chega numa voltagem maior, o problema irá persistir. A falta de manutenção também causa problemas nas linhas de trens e no Metrô, que também pararam na segunda-feira, pois alagaram.

RONALD WAGNER COLOMBINI MARTINS / SÃO PAULO

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