São Paulo Reclama

"NÃO HÁ DO QUE RECLAMAR..."

, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2011 | 00h00

Sem data para atendimento

Tentem agendar um atendimento no INSS para solicitar a aposentadoria por tempo de contribuição. Na agência indicada no site, obtida por meio do CEP, o atendente informa que é necessário agendar pelo telefone 135. No teleatendimento solicitam todos os dados, NIT, CPF, nome do beneficiário, nome da mãe, o CEP e a cidade de atendimento (para que solicitam a cidade de atendimento, se já solicitaram o CEP?). Após passar toda essa informação e aguardar bastante tempo, o atendente informa que não há disponibilidade para essa cidade e não há previsão de data para atendimento. Solicita que você retorne, posteriormente. Questionado se há com quem reclamar, informa que você deve ligar de novo. Liguei três vezes e, em todas, os atendentes da área de reclamações informaram que não havia do que reclamar, já que é o sistema que não permite o agendamento nem prazo e desligam, sem educação alguma. Informaram que as ligações são gravadas e isso ocorreu no dia 5/1, entre 16h15 e 16h45. Fazer propaganda na televisão, dando a entender que os idosos conseguem resolver essa questão com facilidade, é zombar do discernimento das pessoas, além de gastar dinheiro público com propaganda enganosa. Gostaria de obter alguma justificativa do INSS.

ROBERTO DE PADUA SALLES / SÃO PAULO

O PREVCartas INSS-SP esclarece que a reclamação do segurado, sr. Salles, foi cadastrada na Ouvidoria de Previdência Social com o código CCCF65734. O sr. Salles poderá acompanhar o andamento pelo site da Previdência, no endereço www.previdencia.gov.br. Na página inicial, ele deve clicar no item Fale com a Ouvidoria. O acompanhamento do pedido poderá ser feito também pelo telefone 135.

SAÚDE PÚBLICA

Não há médicos nem exame

Mais uma vez recorro ao Estado para conseguir consulta com um médico otorrinolaringologista na rede pública municipal de saúde para tratar de minha labirintite. Dias depois que o jornal publicou meu caso (em 21/1), uma assistente social telefonou, comentou a publicação e indicou outro posto de saúde, pois conseguira a consulta. A rapidez, claro, deveu-se ao jornal, pois, como relatei, disseram ser impossível conseguir consulta com esse especialista. Faltei ao serviço, procurei a Lilian, conforme orientação da assistente social, mas fui informada de que ela não estava e que não tinha consulta nenhuma em meu nome. Ou seja, continuo sem atendimento. E não é só. Há dois meses marquei consulta com ginecologista, que seria no dia 27/1, no posto da Vila Jacuí, às 11 horas. Às 11h30 uma atendente disse que "tinham perdido meu prontuário" e era para eu voltar para casa e esperar uma ligação para marcar outra consulta. Já desesperada em ter de esperar mais dois meses, disse que dali não sairia sem falar com o médico. Ao meio-dia me deixaram falar com o ginecologista, que ficou inconformado de terem perdido meu prontuário. Passei por consulta e foi constatado um nódulo em um dos meus seios. Ele pediu um ultrassom de mamas, mas, ao tentar marcar o exame, a atendente disse não ter previsão de data para fazê-lo. Uma senhora a meu lado reclamou que estava ali havia um ano esperando pelo mesmo exame. Por isso, peço novamente ajuda. Quem sabe o prefeito Gilberto Kassab não lê a minha carta e faz algo para melhorar a situação da rede pública de saúde da cidade?

MARIA HÉLIA P. DE SANTANA / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal da Saúde não respondeu.

EMTU

Abrigos com problemas

A EMTU instalou em Cubatão abrigos para passageiros de ônibus coletivos. Porém de nada adiantou, pois os abrigos não têm drenagem no teto canalizado, além de serem altos e não apresentarem proteção nas laterais. Eles derramam toda a água das chuvas nos passageiros. Peço a devida providência da Companhia Municipal de Trânsito e da prefeitura de Cubatão com a EMTU.

AGENOR A. DE CAMARGO / CUBATÃO

A EMTU informa que os referidos equipamentos fazem parte de um lote de abrigos com módulos duplos e triplos instalados nas três regiões metropolitanas do Estado. A empresa alega que até o momento não registrou nenhuma reclamação semelhante, mas melhorias futuras poderão ser realizadas após entendimento com as prefeituras locais. Acrescenta que, em alguns casos, a proteção traseira foi retirada por questões de segurança, visando a prevenir situações de risco aos usuários.

O leitor revela: Se até a EMTU reconhece falhas nos equipamentos, gostaria de saber: quem foi o autor desses abrigos? Agora a situação piorou, pois começaram a enferrujar.

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